terça-feira, 20 de outubro de 2015

Produção da Vale bate novo recorde



A baixa sem precedentes dos preços do minério de ferro no mercado internacional foi insuficiente para conter a produção das grandes companhias que disputam a oferta global da matéria-prima. A multinacional brasileira Vale S/A informou, ontem, ter batido novo recorde no volume extraído de suas reservas no terceiro trimestre, um total de 88,2 milhões de toneladas. O resultado histórico para a Vale foi obtido a despeito da estratégia que vem sendo adotada de cortar a exploração em áreas mais antigas e menos produtivas das minas de Minas Gerais, nas operações de Feijão, Jangada, Pico, Fábrica e Brucutu, na Região Central do estado.
O Relatório de Produção divulgado pela mineradora destaca que “os ganhos de produtividade em outras operações parcialmente compensaram a paralisação da produção nas plantas de beneficiamento.” A Vale reduziu, ao todo, 13 milhões de toneladas de capacidade produtiva anual para se ajustar ao cenário de queda dos preços da commodity e reduziu as compras de terceiros.
Em produção própria, portanto, excluídas as compras de terceiros e a participação da empresa no desempenho da Samarco Mineração, sua coligada em Minas, a Vale atingiu 248,038 milhões de toneladas de ferro de janeiro a setembro, um acréscimo de 5% na comparação com os registros dos primeiros nove meses de 2014. As reservas de Minas responderam por 61% do balanço, com 151,361 milhões de toneladas, ante a participação de 37,5% de Carajás, o chamado Sistema Norte da Vale, que entregou 93,019 milhões de toneladas. A Samarco proporcionou à companhia produção de 11,128 milhões de toneladas de janeiro a agosto. Ainda de acordo com o relatório da mineradora, a produção de ouro, de 100 mil oz (onça troy, que significa 31,1 gramas), foi também a melhor da história de um terceiro trimestre, graças à reserva de Salobo, no Sudeste do Pará.

Fonte: EM

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Produção de petróleo da Petrobras no Brasil em setembro cai 6,7%


A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em setembro caiu 6,7% ante agosto, para 2,06 milhões de barris por dia (bpd), devido, principalmente, a paradas programadas de grandes plataformas, com destaque à parada da plataforma P-52, para manutenção, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (16).
No acumulado do ano, a produção de óleo no Brasil atingiu média de 2,132 milhões de barris de petróleo por dia, um volume ainda acima da meta traçada pela companhia para 2015, de 2,125 milhões de barris/dia, o que seria um crescimento de 4,5% ante 2014.

A produção de óleo e gás natural operada pela Petrobras na camada pré-sal em setembro ficou na média de 1,028 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed). A empresa atingiu volume recorde de 1,12 milhão de boed no pré-sal em 15 de setembro.

No mesmo dia, a Petrobras extraiu um recorde de 901 mil bpd de petróleo em campos operados por ela no pré-sal.
A produção média de petróleo e gás natural da companhia no Brasil e no exterior em setembro foi de 2,72 milhões de boed, após um recorde histórico de 2,88 milhões de boed em agosto.


Fonte: Petrobras

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ajude na construção do Guia Boas Práticas Ambientais na Mineração em Áreas Cársticas



A Votorantim Cimentos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Espeleologia e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica está elaborando o “Guia de Boas Práticas Ambientais na Mineração em Áreas Cársticas”, que tem previsão de lançamento para dezembro de 2015.
O Guia terá um caráter inovador e pioneiro, e conta com a colaboração de profissionais e pesquisadores com larga experiência. A iniciativa parte do princípio de que o manejo adequado do carste e de seus recursos deve ser baseado no conhecimento prático e em estudos técnico-científicos.
O carste em rochas carbonáticas, de forma resumida, é um terreno resultante de processos de dissolução de rochas que leva ao aparecimento de diversas feições naturais, como as cavernas. Essas rochas são utilizadas na indústria do cimento, portanto há a necessidade de orientar seu uso e manejo, para também garantir a conservação do ambiente, de sua biodiversidade e de seus recursos naturais.
A aplicação das melhores práticas no campo da mineração em áreas cársticas possibilitará a construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, e deve ser encarado como um compromisso de toda a cadeia de produção. Além disso, o Guia contará com experiências reais de diversas cimenteiras que demonstram a aplicação das melhores práticas no dia a dia da empresa.
A Votorantim Cimentos está contribuindo com sua experiência na área, e gostaria de convidar a sua empresa a se engajar nessa iniciativa com o envio de suas boas práticas. Esse material deve conter no máximo uma página, contendo: apresentação do projeto, desenvolvimento e resultados obtidos. Para envio do material ou mais informações, entre em contato com:stefanie.palma@vcimentos.com ou (11) 4572-4738.
O material poderá ser enviado até o dia 16/10/2015.

Fonte: Votorantim Cimentos

Vale expande sua 2ª maior mina de ferro no Brasil



Nove anos após a inauguração do projeto de expansão de Brucutu, a Vale começa a operar sua quinta linha de beneficiamento. Segunda maior mina de minério de ferro do país, atrás apenas de Carajás (PA), a jazida localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo, em Minas Gerais, vinha perdendo fôlego. Para recuperar sua competitividade, a Vale investiu US$ 423 milhões nos últimos sete anos.
Sem as intervenções, a expectativa era de que a produção caísse 23% em relação a sua capacidade plena, de quase 30 milhões de toneladas, atingida em 2010. Com o investimento, a meta da Vale é manter esse patamar de produção, apesar do empobrecimento natural do minério extraído no local.
A recuperação de Brucutu faz parte da estratégia da companhia de tentar turbinar a produção de minérios de melhor qualidade e reduzir custos. O objetivo é ampliar suas margens a despeito do cenário de preços em baixa no mercado internacional. Iniciadas em 2008, as obras permitiram mudanças no processo de beneficiamento do minério, que ganhou maior concentração de ferro.
“Sem a 5ª Linha estaríamos perdendo produção este ano e ofertando minério de qualidade mais baixa”, diz o gerente de Operações do Complexo Minas Centrais da Vale, Rodrigo Chaves.  Nessa nova fase, Brucutu vai produzir “pellet feed” (insumo para pelotas) com 68% de ferro – um ganho de 5 pontos porcentuais – e do tipo “sinter feed” com 63% de ferro, classificados como “premium”. Segundo a Vale, o projeto permitiu o melhor aproveitamento do material lavrado e a diminuição do volume de rejeito produzido.
A quinta linha entrou em operação em agosto e agora atinge sua capacidade plena. A nova linha, explica Chaves, consegue processar minério com teor muito baixo, de 46% de ferro. Antes, a linha de corte era de 51% de ferro. Houve melhora nos processos de moagem e de separação de impurezas, como a sílica.
A usina de concentração elevou o volume diário processado de 70 mil para 85 mil toneladas. “O objetivo do investimento foi aumentar a capacidade da planta industrial de absorver o empobrecimento do minério”, explica.
A partir de 2016, a produção da mina terá um acréscimo de mais 9,5 milhões de toneladas anuais, atingindo 32,7 milhões de toneladas. O volume representa cerca de 9% da produção total de minério da Vale, estimada em 340 milhões de toneladas este ano. Hoje, Brucutu tem reservas provadas e prováveis de 432,4 milhões de toneladas de minério de ferro.
A Vale agora trabalha na expansão da vida útil de Brucutu, que termina em 2023. A chamada expansão Oeste ainda é incipiente e está em fase de licenciamento ambiental. Localizada no Quadrilátero Ferrífero mineiro, a mina de Brucutu entrou em operação em 1994. Em 2006, a Vale inaugurou a primeira fase do Projeto de Expansão de Brucutu, no qual foram investidos US$ 856 milhões.
Parte do Complexo Minas Centrais – que inclui ainda as minas Água Limpa e Gongo Soco -, Brucutu é a mina mais competitiva do Sistema Sudeste da Vale. Toda a sua produção é exportada e cerca de 40% vai para a China. Até o fim do ano, a mineradora conclui na região o Projeto Itabiritos, que estenderá em até 20 anos a vida útil de minas nos complexos de Itabira e Vargem Grande (MG). O investimento de US$ 5,5 bilhões é o segundo maior da carteira da companhia, atrás do S11D, em Carajás.

Fonte: Época Negócios

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ArcelorMittal investe R$ 50 milhões em Sabará para atender autopeças


Usina vai fornecer barras descascadas para uso em diversos componentes.
A ArcelorMittal Aços Longos informou que vai investir R$ 50 milhões na ampliação de 20% da capacidade da usina de Sabará, em Minas Gerais. O recursos serão destinados à compra de equipamentos para produção de barras descascadas, uma nova área de negócios para a siderúrgica, com o objetivo de atender a demanda de fabricantes de autopeças no Brasil. O início da operação do novo equipamento está previsto para outubro 2015.
As barras descascadas são usadas em hastes de amortecedores, barras estabilizadoras, barras de direção, sistema de válvulas hidráulicas e pinos-guia de alta precisão, entre outras aplicações. “Esse investimento representa nossa entrada em novo mercado, com produtos de alto valor agregado para as indústrias automotiva e mecânica brasileiras”, disse Jefferson de Paula, CEO da ArcelorMittal Aços Longos Américas do Sul e Central, em nota distribuída à imprensa na quarta-feira (19).
Segundo avalia a ArcelorMittal, o mercado brasileiro de barras usinadas cresce especialmente com o aumento dos requerimentos de qualidade da indústria automotiva no Brasil, que tem metas de redução de consumo de combustível e, como consequência, busca a diminuição do peso dos veículos. Por isso o foco da siderúrgica nesse momento será o de atender principalmente ao mercado interno.
A usina de Sabará produz atualmente 180 mil toneladas de barras trefiladas e endireitadas, com aplicação nos setores automotivo e industrial. Com o novo investimento, a unidade ampliará a capacidade em até 36 mil toneladas/ano.

Fonte: CIMM - www.cimm.com.br