quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Lucro operacional da LafargeHolcim vem abaixo de previsões



A gigante de materiais de construção franco-suíça LafargeHolcim, que está se reestruturando após uma fusão, viu seu lucro operacional do terceiro trimestre cair 16,1 por cento e ficar abaixo do que os analistas esperavam, prejudicada pelas taxas de câmbio e pela desaceleração na China e no Brasil.
O lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebidta, na sigla em inglês) foi de 1,64 bilhão de francos suíços, disse a companhia em um comunicado nesta quarta-feira, resultado abaixo do 1,75 bilhão projetado por analistas.
As vendas caíram 8,7 por cento para 7,83 bilhões de francos suíços, também abaixo da previsão de analistas de 7,92 bilhões de francos suíços.
A fusão entre a suíça Holcim e a francesa Lafarge, anunciada em 2014, deveria ajudar a cortar custos, incluindo energia, para compensar a demanda mais fraca na sequência da crise financeira que abalou os mercados imobiliários a partir de 2008.
Mas a desaceleração dos mercados no Brasil e na China, assim como a força do franco suíço, continuaram a prejudicar os resultados, mesmo enquanto o negócio nos Estados Unidos acelera.
“Os primeiros nove meses deste ano, e em particular o terceiro trimestre, têm sido impactados pelo contexto de dificuldade econômica em alguns dos nossos maiores mercados, e as consideráveis flutuações do câmbio”, disse o presidente-executivo, Eric Olsen, em comunicado.
Ainda assim, a empresa elevou sua proposta de dividendo e disse que agora espera gerar fluxo de caixa livre de ao menos 10 bilhões de francos suíços até o fim de 2018.

Fonte: Exame

Mineradora Kinross afirma que barragens em Paracatu são seguras



Aconteceu nesta terça-feira (1) uma audiência pública extraordinária na câmara municipal de Paracatu, para tratar sobre a segurança das barragens de rejeitos da Kinross em Paracatu,MG.
Audiência pública foi realizada pela Comissão de Administração, Serviços Públicos e Cidadania da Câmara Municipal e encabeçada pelo vereador João Macedo do (DEM). É fato que todas as cidades que hoje tem barragens principalmente de mineradoras, estão em alerta e bastante preocupadas.
Um dos motivos da audiência pública era esclarecer o método de segurança adotada pela empresa canadense Kinross Gold Corporation, em suas barragens de rejeitos no município, bem como os planos emergenciais em caso de um acidente com as barragens.
O caso mais recente de rompimento de barragem aconteceu no dia (5/11), na cidade de Mariana, MG. Quando o rompimento da barragem da mineradora Samarco devastou o distrito de Bento Rodrigues, atingindo o vilarejo de Paracatu de baixo, além de outros municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, que teve o Rio Doce, coberto pela lama de rejeitos que causou a morte de animais e prejudicou o abastecimento de água em Governador Valadares (MG) e outras cidades.
O medo que algo parecido, ou pior, pudesse acontecer também em Paracatu, deixou a população temerosa e bastante preocupada, pelo tamanho das barragens de rejeitos da kinross na cidade.
De acordo com Leonardo Padula, Gerente das barragens da Kinross. A mineradora conta com vários instrumentos de monitoramento e segurança nas barragens da Kinross, além do acompanhamento feito por profissionais externos, o que garante ainda mais a qualidade do trabalho, – Afirma Padua.
O promotor de Justiça Paulo Campos Chaves, do Ministério público de Minas Gerais, disse que segundo os laudos da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), do ano de 2014, mostram que as barragens da Kinross são seguras.
O Diretor de Licenciamento e Sustentabilidade da Kinross Alessandro Nepomuceno, apresentou planos emergenciais em caso de um rompimento de barragens. Segundo Alessandro, o plano de emergência foi construído com base em legislação federal e tem aspectos muitos importantes. A barragem da kinross é extremamente segura. Disse – Alessandro.
João Macedo (DEM) relatou sobre a insegurança e medo que a população está tendo destas barragens da Kinross na cidade. “A população além de viver com a dúvida do arsênio no município, agora vive com o medo das barragens’. Disse o vereador.
João Macedo  ainda cobrou da mineradora mais atenção e respeito para com a população de Paracatu.
O prefeito de Paracatu Olavo Conde, falou da sua preocupação após o rompimento da barragem em Mariana e disse que logo procurou a kinross para que ela pudesse falar sobre a segurança adotada em suas barragens. Segundo Olavo, é preciso realizar estudos que possa verificar a real situação destas barragens, como foi feito pelo Cetem, a respeito da contaminação por arsênio no munícipio.
O vereador Ragos Oliveira, relatou que é preciso um concesso para discutir uma mineração com menor impacto social e ambiental possível na cidade. De acordo com o vereador, é preciso viver pacificamente  respeitando as atividades da mineradora, mas que a mineradora precisa tambem  respeitar a população, principalmente as que vive próximas da mineradora.
O Presidente da câmara João Archanjo relatou que os vereadores não entendem de barragens e mineradora, mas que estão abertos para discursão, para tratar do assunto de forma responsável.
O vereador Oswaldinho da Capoeira falou sobre a proximidade das barragens  das comunidades. “A mineradora e os rejeitos estão lá, mas as comunidades também estão, nem a comunidade e nem a mineradora vão sair de lá”. É preciso que a Kinross tenha mais atenção com a comunidade e a atenda com mais carinho. Oswaldinho também se mostrou preocupado pelo fato do gerente geral de projetos da mineradora Samarco,Germano Lopes, ter trabalhado um ano como responsável das barragens da kinross em Paracatu. Segundo o vereador, Germano teria trabalhado no ano de 2010 até 2011.- Disse o Vereador
A população por sua vez cobrou mais atenção por parte da mineradora com as comunidades que ficam próximas das barragens e que a kinross tenha mais dialogo com a população.
A vereadora Eloisa Cunha, também se mostrou muita preocupada e disse que a discursão e importante e não vai parar por aqui, este assunto precisa ser discutido sempre, ninguém pode garantir que a barragem nunca vai se romper. Mineradora a céu aberto é muito complicado, como moradora do Povoado do Cunha, passei a ter insônia e não dormir direito. A mineradora precisa tratar o povo com mais dignidade, pois quem vai garantir um futuro melhor para aquelas comunidades que estão próximas da mineradora. – Finalizou a vereadora.

Fonte: Paracatunews

PUC Minas cria grupo de estudos para incentivar produção científica sobre mineração

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/Minas) criou um grupo de estudos com a finalidade de obter subsídios, incentivar a produção científica e sugerir a elaboração de projetos sobre a atividade de mineração no Brasil e assuntos relacionados.
De acordo com a reitoria, o grupo, composto por professores da Universidade, vai elaborar, durante o 1º semestre de 2016, relatórios intermediários e, ao final deste período, entregarão um relatório consolidado ao reitor da PUC Minas e bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães.
Apesar de a criação do grupo de estudo se dar no contexto do desastre ambiental em Mariana e cidades banhadas pelo Rio Doce, o foco do trabalho do grupo será a atividade minerária no Brasil, também tratando de discussões nacionais e internacionais.

Fonte: EM

Trabalhos de recuperação de Barra Longa avançam



Os trabalhos realizados pela equipe da Samarco, em Barra Longa (MG), estão evoluindo e alcançando resultados visíveis. Cerca de 341 pessoas estão diretamente envolvidas nas diferentes frentes de atuação, que vão desde a acomodação das famílias em imóveis alugados até a limpeza e reconstrução de casas, ruas e praça.

+ Apoio psicossocial é oferecido aos moradores de Barra Longa

Limpeza e liberação de vias

As principais ruas de todas as regiões do município já foram limpas e liberadas para passagem. Os acessos às áreas rurais também foram desobstruídos.

Realocação de famílias

As famílias de Barra Longa que tiveram suas casas impactadas pelo acidente com as barragens de Mariana foram alojadas em casas alugadas e de familiares onde recebem apoio psicossocial de profissionais especializados. Até o dia 29 de novembro, 36 delas já haviam sido transferidas para residências temporárias. Os imóveis contam com móveis, eletrodomésticos, utensílios e enxoval, além de alimentos, itens de hortifrúti, produtos de limpeza, higiene pessoal e água potável.

Limpeza de imóveis

Do total de 217 residências afetadas, 97 tiveram o seu interior comprometido com os rejeitos. As equipes da Samarco já realizaram limpeza pesada em 81 imóveis e a limpeza fina de 68 deles. Além disso, 40 quintais foram limpos, oito imóveis estão em reforma e cinco pontos comerciais já foram liberados e estão em atividade.

Depósito de rejeitos

A lama retirada das ruas e quintais está sendo depositada no parque de exposições do município. A Samarco estuda alternativas para adequação do local, dando tratamento adequado ao material.

Fonte: Samarco

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vazamento de ácido sulfúrico é registrado na Vale Fertilizantes em Araxá



A Vale Fertilizantes em Araxá, no Alto Paranaíba, confirmou por meio de nota nesta terça-feira (1º) um ocorrido no fim de semana na empresa, que havia sido informado por meio de denúncia anônima ao MGTV. O incidente envolve um possível vazamento de ácido sulfúrico no tanque do Complexo Mineroquímico. Por meio de nota, a Vale disse que a situação foi controlada e que não houve nenhum impacto ao meio ambiente ou a pessoas, mas não relatou qual foi o produto químico que vazou.
A empresa informou, também, que mantém rigoroso controle sobre processos e os cinco tanques de armazenamento de ácido sulfúrico que estão numa área de contenção, controlada e dentro dos limites industriais, o que impede que o produto atinja outras áreas em casos eventuais de vazamento como este. Logo após o incidente, a empresa neutralizou o produto. Ainda de acordo com a nota, a operação segue com normalidade.
O sargento da Polícia Militar Ambiental, Heliton das Graças Figueiredo, informou que a polícia não foi notificada. Conforme ele, uma equipe da Polícia Ambiental irá até o local ainda nesta terça-feira (1º) para verificar a situação.
O G1 tentou informações com o Corpo de Bombeiros, mas ninguém respondeu sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1