terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Chuva provoca deslizamento de terra em mineradora na Grande BH




As fortes chuvas que castigam a Região Metropolitana de Belo Horizonte provocaram uma erosão em um terreno da mineradora Minerita, em Mateus Leme. Técnicos da Copasa e equipes da Defesa Civil de Mateus Leme estão no local para verificar a quantidade de terra que desceu e se este material atingiu algum curso d’água ou nascente.
De acordo com o proprietário da Minerita, Dilson Fonseca da Silva, a quantidade estimada de material que desceu está estimada em cerca de 200 metros cúbicos, contando a terra e também minerais do terreno. “Tivemos notícia de que esse material pode ter assoreado uma horta de uma pessoa que é dona de uma terra vizinha. Nesse momento, estou me deslocando para lá com minha equipe para checar se houve algum prejuízo nessa horta”, afirma Dilson Fonseca.
Ainda segundo o dono da Minerita, o terreno da empresa tem 1.380 hectares, mas a área onde houve o deslizamento não está perto de nenhuma das três barragens da mineradora. Os reservatórios para rejeitos de minério de ferro, sendo dois funcionando e outro ainda não inaugurado, ficam em Itatiaiuçu, também na Grande BH, enquanto a área afetada pela erosão está no municipio de Mateus Leme. “Tivemos 251 milímetros de chuva nos últimos três dias, o que certamente causou o problema”, completa.
Segundo o prefeito de Mateus Leme,  Marlon Aurélio Guimarães, não está descartado que tenha ocorrido um transbordamento de água, o que é negado pela empresa. Segundo o gerente de meio ambiente da Minerita, Gustavo Freitas, a pequena erosão que ocorreu não foi seguida de rompimento de dique ou transbordamento. A Defesa Civil foi acionada por um morador que diz ter visto um problema no dique. Por causa disso, equipes foram enviadas imediatamente ao local.

Fonte: EM

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Colapso das commodities deve provocar novos cortes de custos em petrolíferas e mineradoras



Nestes primeiros dias do ano, as empresas de recursos minerais que já enfrentam dificuldades estão lidando com novas pressões para cortar gastos e pagamentos de dividendos a investidores depois que o aprofundamento da queda dos preços das commodities eliminou bilhões de dólares em valor dos acionistas ontem.
As empresas de petróleo e mineração que cresceram rapidamente ao longo dos últimos 10 anos, quando os preços das commodities explodiram, já eliminaram dezenas de milhares de empregos e cancelaram projetos que somam bilhões de dólares. Agora elas devem tentar promover novas economias em meio à constatação de que as velhas esperanças de uma recuperação dos preços das commodities sucumbiram diante da fraca demanda chinesa.
Depois de as empresas de petróleo terem atravessado um grande ciclo de crescimento nos últimos 10 anos, elas estão agora “em outro [ciclo] que será de queda por algum tempo”, disse o diretor-presidente da BP PLC, Bob Dudley, em uma entrevista à rede britânica BBC, transmitida no último fim de semana. Um porta-voz da BBC disse que os comentários estão em linha com os que ele fez no ano passado.
Para as petrolíferas, um colapso prolongado pode ser parte de uma mudança na dinâmica mundial do mercado. A demanda chinesa por commodities, que sustentou os preços por um longo tempo, agora está minguando. E, ao longo do último ano, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) abandonou seu papel tradicional de estabilizadora dos preços do petróleo e, em vez disso, alimentou o excedente de oferta competindo com os produtores de petróleo de xisto dos Estados Unidos. Outros produtores de petróleo também mantiveram sua produção a todo vapor, em alguns casos para pagar suas dívidas ou apoiar os gastos do governo, mesmo que isso resulte em uma pressão ainda maior sobre os preços.
Após investir mais de US$ 200 bilhões em projetos de petróleo no ano passado, depois de os preços terem caído pela metade em relação a meados de 2014, as grandes empresas do setor podem não elevar os investimentos quando os preços se recuperarem, segundo a firma de pesquisa Bernstein Research, em relatório divulgado esta semana.
“Os investimentos das petrolíferas permanecerão limitados mesmo se os preços do petróleo subirem”, escreveram analistas da Bernstein. Segundo eles, a relação tradicional que faz entre o aumento dos investimentos e o preço do petróleo deve ser “quebrada” depois que as grandes empresas que investiram mais que seu fluxo de caixa quando os preços eram o triplo do que são hoje entrarem em um novo período de moderação de gastos.
Os problemas do setor pressionarão as petrolíferas a orquestrar compras e vendas de ativos, de acordo com a consultoria de petróleo Wood MacKenzie nesta semana, com empresas de private equity em uma posição privilegiada para se beneficiar dessa situação.
“O aumento do estresse forçará mais empresas a irem ao mercado”, disse Luke Parker, diretor de pesquisa e análise corporativa da Wood MacKenzie. “Os resultados se tornarão ainda mais enxutos sem a venda de ativos para equilibrar as contas.”
Para as mineradoras, a situação financeira é mais grave. A suíça Glencore PLC e a gigante britânica Anglo American PLC cortaram seus dividendos — um passo que as grandes empresas estão relutantes em tomar receosas em desagradar acionistas importantes — depois que os preços das ações caíram diante de preocupações relativas a seus fluxos de caixa e dívidas.
A maior mineradora do mundo, a BHP Billiton Ltd., está enfrentando pressões similares com a queda dos preços do minério de ferro, tendo que lidar com o problema do rompimento da barragem de contenção de rejeitos da Samarco em Mariana, Minas Gerais, há dois meses. Uma porta-voz da BHP, que é acionista da Samarco, não quis comentar.
Os investidores manifestaram seus receios com um amplo movimento de venda de ações ontem, quando a queda dos mercados chineses criaram novas incertezas sobre a demanda por commodities. Os papéis da gigante do petróleo e gás Royal Dutch Shell PLC fecharam em queda de quase 3% em Londres, enquanto os da BHP caíram cerca de 5%. As ações da maior mineradora americana, a Freeport McMoRan Inc., chegaram a ser negociadas em queda de 8,27% ontem nos EUA.
O valor de mercado conjunto das cinco maiores mineradoras do mundo — BHP, Rio Tinto PLC, Glencore, Vale SA e Anglo American — caiu 52%, ou US$ 269 bilhões, desde janeiro de 2015. As cinco maiores petrolíferas privadas, ExxonMobil Corp., Shell, BP, Chevron Corp. e Total SA, viram seu valor de mercado total cair 20%, ou mais de US$ 205 bilhões no mesmo período.
Os preços do petróleo caíram mais de 65% desde 2014, atingindo ontem o menor valor em 11 anos, abaixo de US$ 33 por barril, antes de recuperar parte das perdas. Os preços dos principais metais industriais como cobre e zinco caíram 34% e 28% respectivamente desde junho 2014. A China é responsável por cerca de 45% da demanda global dos dois metais.
A combinação da crise chinesa e da produção de petróleo elevada nos EUA e nos países da OPEP oferece pouca esperança de uma recuperação no curto prazo. Para as petrolíferas, o esperado retorno das exportações do Irã quando as sanções ocidentais sobre o país forem suspensas este ano pode derrubar ainda mais os preços.
As grandes petrolíferas — cujos investimentos em novos projetos, recompras de ações e pagamentos de dividendos depenaram seu fluxo de caixa — têm sinalizado cortes. Elas desistiram de grandes projetos, como é o caso da Shell, que abandou seu empreendimento nas areias betuminosas canadenses. O setor petrolífero demitiu mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, dizem analistas. Em dezembro, a Shell reduziu seus investimentos estimados para este ano em US$ 2 bilhões, para US$ 33 bilhões, depois de ter promovido no ano passado cortes de custos e outras reduções de investimento que somaram US$ 12 bilhões.

Fonte: WSJB

Representantes do setor mineral cobram apoio do governo para enfrentar queda de produção



Instalada em junho de 2015, dentro da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), a Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Setor de Mineração (Subminera) foi criada para diagnosticar os problemas e apresentar soluções técnicas e operacionais para o segmento no país. No segundo semestre do ano passado foram realizadas seis audiências públicas com especialistas da área para tratar do novo marco regulatório da mineração. Os minerais metálicos, nucleares e os usados na agropecuária e na construção civil também foram tema de debate.
Composta por três titulares e três suplentes e presidida por Wilder Morais (PP-GO), com o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) na vice-presidência, a subcomissão deve contribuir para o aperfeiçoamento da nova legislação para o setor.

Queda na produção

Em outubro, convidados para o debate sobre os minerais metálicos alertaram para a queda da produção desses produtos nos últimos anos no país e pediram a atenção do governo federal para o assunto.
Os debatedores explicaram que a crise global de commodities (matérias-primas e mercadorias básicas de grande circulação mundial) afetou muito a atividade mineradora, especialmente os minerais metálicos, como ouro, ferro e alumínio. No entanto, eles observaram que o Brasil perdeu mais terreno do que outras nações devido à falta de proteção e de estímulo ao setor.
No caso do ouro, o Brasil deixou de figurar entre os dez maiores produtores do mundo – era o sexto na década de 1980. O país também era o maior exportador mundial de minério de ferro, mas perdeu esse posto para a Austrália em 2009. A produção nacional de alumínio em 2015 foi a metade da alcançada em 2008, e já caiu cinco posições no ranking mundial nos últimos anos.
Entre as propostas para a recuperação do setor foi apontada a necessidade de aliviar a taxação sobre a indústria mineral, caracterizada por investimentos de risco. Conforme números apresentados pelos especialistas da área, menos de 2% dos requerimentos de pesquisa resultam em prospecção, mas todas as etapas técnicas e burocráticas entre esses dois pontos são muito dispendiosas, mesmo quando não há sucesso.

Agropecuária

Já os representantes da área de insumos para a agricultura e pecuária cobraram mais políticas de apoio à produção de minerais como calcário, potássio e fósforo, uma vez que o Brasil é um grande consumidor e o desabastecimento pode prejudicar o setor agrícola.
Dados apresentados no debate mostram que o país importa cerca de 80% dos minerais de adubação e fertilização que consome e já ocupa a quarta posição no mundo nesse campo. No entanto, a produção interna ocupa apenas o nono lugar no ranking global.
Além disso, o crescimento da importação desses minerais supera em quatro vezes o crescimento da produção. Os convidados ressaltaram que, nesse cenário de dependência do mercado externo e de fraco abastecimento interno, não se pode descartar a possibilidade de uma escassez de fertilizantes.
A redução na burocracia para a exploração foi uma das saídas sugeridas. Além disso, os especialistas ressaltaram que o investimento em minerais tem particularidades que precisam ser observadas. A produção de calcário, por exemplo, precisa ser regionalizada e próxima aos agricultores, porque os custos e a logística do transporte são muito altos. Os debatedores também lamentaram a falta de atenção qualificada dada ao setor.

Construção civil

Desoneração, desburocratização e garantia de segurança jurídica para a atividade foram as principais reivindicações dos representantes do setor de minerais usados na construção civil.
Areia e brita são materiais agregados essenciais para a elaboração de concreto e argamassa. Calcário, argila e rochas ornamentais também são  insumos importantes na área de construção. Eles têm custo reduzido, geram milhões de empregos diretos e indiretos e o setor espera que problemas como a demora no licenciamento ambiental e a burocracia sejam solucionadas no novo Código da Mineração.
A cobrança da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), uma espécie de royalty da mineração, também foi um dos pontos polêmicos na discussão da nova legislação.

Urânio

O fim do monopólio da União na exploração de urânio, para contribuir com o desenvolvimento da indústria nacional, foi uma reivindicação dos participantes do debate sobre minerais nucleares. Um exemplo citado foi o fim da exclusividade na exploração do petróleo, com a abertura do setor ocorrida na década de 1990, que contribuiu para a ascensão da Petrobras no mercado mundial nos últimos anos.
Também foi destacado que muitos países estão retomando a atividade nuclear. Para os especialistas convidados, as fontes alternativas de energia conhecidas são boas, mas apresentam problemas de interrupção associados a sistemas de armazenamento ainda primitivos, que não conseguem armazenar grandes volumes de energia, compatíveis com o crescimento populacional, o que exige o uso de fontes térmicas, carvão, óleo, gás ou nuclear.
Na reunião, o senador Wilder Morais lembrou que o Brasil não tem conseguido administrar bem os recursos dessa exploração desde os tempos coloniais. Em 2011, afirmou, o Brasil exportou R$ 120 bilhões em minério de ferro, valor maior que o orçamento do Ministério da Educação para 2016, que prevê R$ 109 bilhões em investimentos. Ele também defendeu a participação da iniciativa privada no setor nuclear.

Mariana

Em novembro, a subcomissão promoveu audiência pública para tratar do rompimento das barragens de Mariana, em Minas Gerais, de propriedade da empresa de mineração Samarco.
Os senadores Wilder Morais e Sérgio Petecão, acompanhados de Zezé Perrela (PDT-MG), visitaram o local do acidente, reuniram-se com a população do distrito de Bento Rodrigues, o mais atingido pela tragédia, e ouviram os responsáveis pela empresa.

Fonte: Agência Senado

A corrupção no Ministério de Minas e Energia



O mundo mineral brasileiro intuía, muitos sabiam, mas poucos tinham coragem de falar que a corrupção estava instalada, há décadas, nas entranhas do Ministério de Minas e Energia (MME) e no DNPM. Há dez anos, a PF já havia iniciado suas investigações sobre crimes praticados dentro do DNPM.
Na Operação Carbono, de 2006, que causou a exoneração do diretor do DNPM de Minas, supostamente envolvido em esquema de comércio e contrabando clandestino de diamantes, percebia-se que nem tudo no DNPM e no MME era legítimo. Ainda em 2006 a PF prendeu o superintendente do DNPM do Paraná, também acusado de envolvimento no tráfico ilegal de pedras preciosas e na emissão fraudulenta de certificados Kimberley.
Mais e mais o nome do DNPM era manchado por poucos criminosos que o usavam para benefício próprio. Mas nem só de diamantes viviam os corruptos que mamavam o DNPM. No Pará, os descalabros, supostamente feitos pelo ex-superintendente do DNPM, com amparo de políticos influentes do PMDB, eram conhecidos de quase todos os que necessitavam do órgão. A roubalheira foi tanta que chegou aos ouvidos da Polícia Federal.
Foi então criada mais uma operação: a Grand Canyon.  Esta megaoperação levou à prisão o ex-superintendente do DNPM do Pará e parte de seu grupo criminoso que achacava os mineradores cobrando propinas para favorecimentos e autorizações de títulos minerários no estado.
Aos poucos os criminosos que haviam invadido o DNPM começavam a ser desmascarados. O que a PF finalmente está desvendando é, que vários níveis hierárquicos do órgão e do MME haviam sido comprometidos.
A medida que novos casos eram divulgados, mais se ouvia falar do impensável, de possíveis participações no esquema criminoso pelo próprio ministro de minas e energia Edison Lobão. Foi quando o foco da polícia se voltou para o topo da pirâmide do próprio MME e o ministro começou a ser, também, investigado.
Lobão, que se popularizou como um péssimo ministro cujo legado é o caos e a quebradeira geral que assola a mineração e a pesquisa mineral brasileira, parecia estar intimamente envolvido em vários casos de corrupção.
O nome dele era mencionado em escabrosos casos nas ilhas Cayman e Serra Pelada de propinas e desmandos. Mas, somente agora, a PF parece ter a documentação que prova a participação de Lobão, e seu filho, em esquema de propinas na área da energia.
Com essas provas constata-se o que muitos sabiam: o Ministério de Minas e Energia estava contaminado pela corrupção sistêmica e o próprio ministro se lambuzava no dinheiro da propina.
A casa de Lobão foi invadida pela PF e o seu sigilo fiscal e bancário quebrado. O homem forte do PMDB do Maranhão caiu em desgraça e, hoje, todos se afastam de Lobão como se o senador fosse um cão leproso.
É a confirmação clara e chocante do nível de comprometimento do mais importante órgão da mineração do Brasil. Superintendentes, técnicos e até o próprio ministro usavam da sua posição privilegiada para roubar a mineração e a sociedade brasileira.

Fonte: Geólogo

Programa para formação de Gerente de Mina à céu aberto – EduMine



EduMine lançou um programa de cursos para o aprimoramento do gerenciamento de mina à céu aberto, provendo uma visão geral que contempla os seguintes itens:
  • Geologia e exploração mineral (2 cursos);
  • Hidrologia, Mecânica das Rochas e Geotecnia (03 cursos);
  • Métodos e Planejamento de lavra (03 cursos);
  • Meio Ambiente e Relacionamento com a Comunidade (03 cursos);
  • Processamento Mineral e Mineralogia (03 cursos);
  • Saúde, Segurança e Recursos Humanos (02 cursos);
  • Fundamentos Financeiros e Gerenciamento de Riscos (04 cursos).
O programa acima é compostos por cursos on-line que irão fornecer a você o entendimento básico de aplicações para a mineração que você pode não estar diretamente envolvido, mas que são a chave para a sua posição de Gerente de Mina.
Uma visão abrangente da operação de mineração é disponibilizada. A conclusão de todos os requisitos do programa permitirá que você tome decisões de gestão relacionadas com a mineração a céu aberto.