sexta-feira, 22 de abril de 2016

Estudo da Marinha aponta alta concentração de metais no Rio Doce


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou, nesta quarta-feira (20), os resultados do estudo feito com a Marinha do Brasil sobre o impacto da lama de rejeitos que vazou no final do ano passado após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG).
A pesquisa levou em conta amostras colhidas na foz do Rio Doce e no litoral norte do Espírito Santo pelo navio Vital de Oliveira, em novembro de 2015. Foi constatada alta concentração de quatro metais pesados. No entanto, não foi possível confirmar a relação entre a contaminação e os rejeitos vazados na tragédia.
Na região marítima próxima à foz do Rio Doce, foi observada a presença de arsênio, manganês e selênio acima do limite estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Já na região de água doce foi encontrado excesso de manganês, selênio e chumbo. Em suas considerações finais, o relatório com os resultados sugere que os órgãos públicos competentes acompanhem “os impactos do acúmulo dos metais, principalmente aqueles em maiores concentrações”.
Em nota, a Samarco informou que não teve acesso ao relatório da Marinha, mas destacou que a composição de seu rejeito não tem metais pesados. A mineradora disse ainda que faz, desde o dia 7 de novembro de 2015, o monitoramento da qualidade da água e sedimentos em 118 pontos distribuídos ao longo da bacia do Rio Doce e no mar e também destacou um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) feito em dezembro de 2015.
A agência teria indicado que “no mesmo período em que a Marinha analisou o ambiente marinho, a qualidade da água do Rio Doce já se encontrava em condições semelhante aos padrões observados em 2010″.

ICMbio

No início do mês, o Ministério Público Federal (MPF) divulgou os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que também apontava contaminação do mar e de animais marinhos no litoral do Espírito Santo. A confirmação de altos níveis de arsênio, chumbo e cádmio levaram o procurador Jorge Munhós de Souza a recomendar a ampliação da área de proibição da pesca na foz do Rio Doce.
Os estudos do ICMBio também não permitiram afirmar com segurança que a contaminação era decorrente da chegada ao oceano dos rejeitos de mineração espalhados após o rompimento da barragem da Samarco. Na ocasião, a mineradora disse que os estudos apresentados pelo ICMBio eram preliminares e não conclusivos.
“O que chama atenção até o momento é que os próprios pesquisadores não apontam uma relação entre os resultados encontrados e o episódio de Mariana. Inclusive os metais encontrados não estão associados ao tipo de rejeito que havia na barragem”, disse o gerente de engenharia ambiental da Samarco Paulo Cezar de Siqueira.

Sigilo

Os resultados do estudo haviam sido considerados sigilosos pela Marinha e ficaram restritos por mais de três meses. Sua liberação ocorre após a organização não governamental (ONG) Transparência Capixaba anunciar que entraria com uma ação na Justiça para poder ter acesso ao documento.
“Pela Lei de Acesso à Informação, não há absolutamente qualquer motivo para que estas informações sejam consideradas sigilosas ou que envolvam a segurança nacional”, disse na terça-feira (19) o integrante da ONG Edmar Camata. Apesar da queda do sigilo, a Marinha se recusou a fornecer o documento à reportagem, que foi obtido somente por meio do Ibama. Nessa terça-feira (19), a ONG Transparência Capixaba havia criticado a dificuldade para se obter informações referentes aos desdobramentos do rompimento da barragem em Mariana.
“Desde que ocorreu a tragédia, há uma déficit de informação muito grande. Quando começamos a demandar alguns órgãos públicos, notamos que havia um conluio das empresas e dos governos para negar informação”, disse. A barragem do Fundão, no distrito de Bento Rodrigues em Mariana (MG), se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 ocasionando a morte de 19 pessoas. Considerada a maior tragédia ambiental do Brasil, o episódio também causou destruição de vegetação nativa e poluiu as águas da bacia do Rio Doce.

Fonte: JB

Dilma nomeia secretário de Petróleo como novo ministro de Minas e Energia


A presidente Dilma Rousseff nomeou Marco Antônio Martins Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, como novo ministro de Minas e Energia, após Eduardo Braga entregar o cargo, segundo publicação no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
A saída de Braga, anunciada na última quarta-feira, aumentou o desfalque na Esplanada dos Ministérios no momento de tramitação no Senado do pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma. Braga, senador do PMDB pelo Amazonas, afirmou ainda a jornalistas que estará de licença médica por alguns dias e que sua suplente e esposa, Sandra Braga, deverá representá-lo na votação sobre a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma no Senado.
O Diário Oficial da União também traz nesta sexta-feira a nomeação de Maurício Muniz Barretto de Carvalho, secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para exercer o cargo de ministro da Secretaria de Portos. Carvalho substitui Helder Barbalho, que confirmou sua saída da Secretaria de Portos na quarta-feira.

Fonte: Reuters

China determina que bancos financiem aumento da exportação de aço


Reguladores chineses demandaram nesta quinta-feira que os bancos da China financiem a exportação de aço para ajudar a reduzir o excesso de oferta em um movimento que pode aumentar as tensões comerciais com a Europa e os Estados Unidos. Pequim enfrenta pressão dos Estados Unidos e da Europa para parar aquilo que os países do ocidente consideram ser uma estratégia para limpar os estoques de aço por meio de uma exportação a preços excessivamente baixos. Washington impôs tarifas antidumping no mês passado ao aço chinês.
A última ordem para o financiamento a exportações é parte das instruções do banco central chinês e de reguladores financeiros para apoiar uma reestruturação das empresas de aço e carvão estatais. Pequim está tentando encolher companhias inchadas, muitas delas estatais, em indústrias que incluem aço, carvão, vidro, cimento e alumínio, segmento nos quais a oferta tem excedido a demanda. Esse excesso de oferta tem levado a guerras de preço e a fortes perdas.
 No último mês, Washington anunciou tarifas antidumping de até 266% para o aço chinês. Já o governo do Reino Unido enfrenta uma pressão para agir depois que a Tata Steel citou a competição com o aço de baixo custo chinês ao anunciar seus planos este mês de vender operações deficitárias que empregam 20 mil pessoas. Em Bruxelas, trabalhadores da indústria siderúrgica na Europa protestaram em frente à sede da União Europeia.
O apoio dos bancos a companhias de aço e carvão chinesas pode incluir “empréstimos sindicalizados, crédito para exportação e ‘project financing’”, de acordo com a ordem enviada pelo banco central e por reguladores do mercado de capitais, do setor financeiro e de seguros. A determinação não incluiu nenhuma meta financeira, mas informou que o financiamento deveria ser estendido para deslocamento de operações para o exterior.
O ministro de recursos humanos da China anunciou planos em fevereiro de eliminar cerca de 1,8 milhão de empregos na indústria de carvão e aço. Pequim anunciou um fundo de 100 bilhões de yuans na semana passada para amenizar os impactos para trabalhadores que perderam seus empregos na reestruturação e ajudá-los a encontrar novos empregos. Metas para outras indústrias ainda devem ser anunciadas.
A China ainda retaliou alguns de seus parceiros comerciais este mês, anunciando tarifas antidumping para o aço da União Europeia, do Japão e da Coreia do Sul.

Fonte: Associated Press.

Lubrificantes biodegradáveis tornam operação mais sustentável no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira


A utilização de graxas e óleos biodegradáveis em substituição a lubrificantes minerais já é uma realidade no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (TMPM), em São Luís (MA). As primeiras aplicações foram realizadas no início desse mês na manutenção da descarga e os ajustes para replicação na manutenção do embarque já estão em fase adiantada.
As graxas e óleos são essenciais para o funcionamento de equipamentos nas operações do porto, permitindo o deslizamento adequado de rolamentos e unidades hidráulicas que se movimentam constantemente durante o funcionamento de máquinas como empilhadeiras, recuperadores, viradores de vagões e transportadores de correia.
A medida representa importantes avanços em termos de sustentabilidade, pois reduz o potencial de impactos em caso de eventuais vazamentos, uma vez que os lubrificantes biodegradáveis levam cerca de 30 dias para se decompor no meio ambiente, enquanto os minerais não se degradam naturalmente. Outra vantagem é que a iniciativa viabiliza a geração de um tipo de resíduo não perigoso. A destinação do resíduo anteriormente gerado demandava cuidados especiais, com a necessidade contratação de empresa especializada para incineração e destinação adequada.

Fonte: Vale

O balanço das siderúrgicas e metalúrgicas nos últimos 7 anos


O ano de 2015 foi desafiador para as empresas de siderurgia e metalurgia no Brasil. Elas tiveram de enfrentar a concorrência com o aço chinês e a queda da demanda interna, corroída pela crise. Segundo levantamento feito pela Economatica com 14 companhias, as vendas no setor caíram 1% entre 2014 e o ano passado, passando de 79,6 bilhões de reais para 78,8 bilhões de reais.
Essa é a segunda queda consecutiva. Em 2013, melhor ano para o segmento desde 2009 (início do recorte), as receitas chegaram a 80,1 bilhões de reais. No acumulado dos últimos sete anos, porém, o faturamento do setor cresceu 45,4% – partindo de 54,2 bilhões de reais para 78,8 bilhões de reais.
Em 2015, o resultado das 14 empresas analisadas, juntas, também foi o pior desde 2009: um prejuízo de 6,47 bilhões de reais. Excluída a Gerdau da conta (que teve números negativos excepcionais no ano), o prejuízo do setor cai para 1,92 bilhão de reais.
Neste quesito, o melhor momento para a área foi 2010, quando toda a amostra teve um lucro de 6,49 bilhões de reais – 4,35 bilhões de reais só da Gerdau.Já a dívida consolidada das siderúrgicas e metalúrgicas foi de 59,40 bilhões de reais em 2014 para 72,55 bilhões de reais em 2015 – um salto de 22,2%. Em 2009, ano inicial do levantamento, ela era de R$ 36,9 bilhões de reais.

Fonte: Exame