quarta-feira, 4 de maio de 2016

Vale é investigada por lançamento de rejeitos em lagoa de Nova Lima

Vale está sendo investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Minas Gerais por lançar rejeitos de minério de ferro em lagoa de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, a cerca de 50 quilômetros da capital. A denúncia sobre o crime ambiental foi feita pelo Estado em 25 de novembro do ano passado. A Vale, com outro mineradora, a BHP Billiton, controla a Samarco, proprietária da barragem de rejeitos de minério de ferro em Mariana que ruiu em 5 de novembro do ano passado, matando 18 pessoas e deixando uma desaparecida.
  O diretor da Vale, José Flávio Gouveia, prestaria depoimento nesta terça-feira, 3, na Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente em Belo Horizonte. Porém, o funcionário da empresa não compareceu à audiência. A justificativa teria sido que Gouveia, diretor da área de Ferrosos Sul da mineradora, mora no Rio de Janeiro.
A lagoa atingida pelos rejeitos, chamada Lagoa das Codornas, fica às margens da rodovia dos Inconfidentes, que liga Belo Horizonte a Ouro Preto. O corpo hídrico é regulamentado para ser utilizado pela Vale para acúmulo de água destinada à produção de energia elétrica. A empresa mantém na região o Complexo de Vargem Grande, que tem capacidade para 27 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
Em boletim de ocorrência registrado na polícia ambiental em abril do ano passado, o presidente da Associação dos Proprietários do Solar da Lagoa (Assproa), Luiz Begazo, relatou a ocorrência de mancha escura em trecho do corpo hídrico.
 Foi constatado, em seguida, que se tratava de rejeitos de minério de ferro. A área atingida seria de aproximadamente dois quilômetros quadrados. À época, um representante da Vale, Genilton Crispim dos Santos, afirmou à polícia que houve “falha no sistema de concentração e parte do minério transbordou”.
No boletim, o presidente da associação afirma que a unidade de pelotização responsável pela poluição, que fica às margens da lagoa, já teve as atividades suspensas por duas vezes pelas autoridades ambientais. Em julho de 2014, por emissão de gases tóxicos, e a segunda em outubro do mesmo ano, por irregularidades no tratamento de água usada no beneficiamento do minério de ferro. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente informou que um termo de ajustamento de conduta (TAC) foi firmado com a empresa e que a mineradora emitiu relatório afirmando ter cumprido todas as exigências, entre as quais instalação de equipamentos antipoluição. Segundo o promotor Mauro Ellovitch, o TAC não retira responsabilidade criminal, administrativa e civil da mineradora.
Segundo a assessoria de comunicação da Vale, a audiência desta terça na Polícia Civil não tinha relação com a Lagoa das Codornas. A empresa afirmou em nota “que está permanentemente à disposição das autoridades e órgãos ambientais para prestar todo e qualquer esclarecimento sobre suas atividades e operações.”
Para expansão do Complexo de Vargem Grande, a Vale pretende construir em Rio Acima, município vizinho de Nova Lima, represa com capacidade entre 10 e 15 vezes superior à capacidade das barragens da Samarco em Mariana, construídas para receber 300 milhões de toneladas de rejeitos de minério de ferro, conforme matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 12 de novembro do ano passado com base em informações repassadas pela secretaria municipal de Meio Ambiente de Rio Acima. Também à época, a assessoria da Vale contestou o tamanho da represa informado pela prefeitura, mas não revelou a capacidade exata da barragem.
O projeto, no entanto, esbarra em questões ambientais. Na área em que a barragem seria construída existe um sítio histórico chamado Fazenda Velha, uma construção datada do início da exploração do ouro em Minas Gerais, que teve seu auge no século XVIII. A Vale alega ser dona do terreno onde fica o sítio histórico e tenta provar isso na Justiça em u processo que se arrasta desde 2002.

Fonte: Época Negócios

terça-feira, 3 de maio de 2016

Anglo American realiza o 100º embarque de minério de ferro do Minas-Rio



A Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American realizou no dia 30 de abril o 100º embarque do Minas-Rio. O navio carregado com minério de ferro fino, tipo pellet feed, para uso nos processos da indústria siderúrgica, saiu do terminal dedicado de exportação de minério de ferro no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e está a caminho de um dos clientes regulares da empresa, localizado na América do Norte.
“Comemoramos muito o nosso primeiro embarque, em outubro de 2014. A 100º embarcação é mais um marco para o Minas-Rio. Já exportamos para Ásia, Europa e Américas e vamos continuar otimizando nossa produção para abastecer o mercado transoceânico com nosso minério de ferro de alta qualidade”, destaca o presidente interino da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Pedro Borrego.
A produção no ano passado foi de 9,2 milhões de toneladas (Mt) e o volume exportado foi de 8,5 Mt. No primeiro trimestre de 2016, o Minas-Rio produziu 3,3 Mt, um aumento de 185% em comparação com o mesmo período em 2015. A previsão de produção para o ano é de 15 a 18 Mt.
O Minas-Rio é um dos maiores investimentos privados já feitos no Brasil. A Anglo American investiu US$ 8,4 bilhões apenas em sua implantação. O empreendimento inclui uma mina de minério de ferro e unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, em Minas Gerais; mineroduto com 529 km de extensão e que atravessa 33 municípios mineiros e fluminenses; e o terminal de minério de ferro do Porto de Açu, no qual a Anglo American é parceira da Prumo Logística com 50% de participação, localizado em São João da Barra (RJ).

Sobre a Anglo American

A Anglo American é uma empresa global de mineração diversificada. O nosso portfólio de operações e recursos de alta competitividade mundial fornece as matérias-primas para atender às crescentes demandas voltadas para o consumidor, tanto das economias desenvolvidas como em desenvolvimento. Nossas pessoas são o coração do nosso negócio. São nossas pessoas que utilizam as mais recentes tecnologias para encontrar novos recursos, planejar e desenvolver nossas minas e que extraem, processam, transportam e comercializam os nossos produtos – desde diamantes (por meio da De Beers) até platina, outros metais preciosos e cobre – para os nossos clientes ao redor do mundo.
Como uma mineradora responsável, somos os guardiães desses recursos preciosos. Trabalhamos em conjunto com os nossos principais parceiros e stakeholders para potencializar o valor a longo prazo que esses recursos representam para os nossos acionistas, mas também para as comunidades e os países em que operamos – criando valor sustentável e fazendo a diferença.
No Brasil, A Anglo American está presente com quatro produtos: minério de ferro, com o Sistema Minas-Rio, localizado nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro; níquel, com operações nos municípios de Barro Alto e Niquelândia, em Goiás; nióbio, presente nos municípios de Catalão e Ouvidor, em Goiás; e fosfato, com operações nos municípios de Ouvidor (GO), Catalão (GO) e Cubatão (SP).

Fonte: Anglo American

MPF entra na Justiça contra Samarco, Vale e BHP por tragédia de Mariana



O Ministério Público Federal (MPF) vai processar a Samarco, a Vale e a BHP Billiton por conta dos danos causados ao meio ambiente pela tragédia de Mariana, que completa seis meses na quinta-feira. O órgão dará mais detalhes da ação na Justiça contra a responsável pelo desastre e suas duas controladoras a partir das 14h, em entrevista coletiva na sede do MPF em Belo Horizonte.
A ação civil, que tem 352 páginas, reúne as informações levantadas durante seis meses de investigação e apresenta mais de 200 pedidos visando a reparação integral dos danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão, maior tragédia ambiental da história do Brasil.
A entrevista coletiva à imprensa será concedida pelos procuradores da República José Adércio Leite Sampaio, Eduardo Aguiar, Jorge Munhoz e Eduardo Santos de Oliveira, que constituíram uma força tarefa para apurar o caso via MPF.
No fim de semana, o Estado de Minas mostrou como está a região afetada pelo desastre seis meses depois do rompimento. O repórter Mateus Parreiras e o repórter-fotográfico Leandro Couri percorreram o caminho da lama desde Bento Rodrigues até a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce, na Zona da Mata mineira. O material pode ser conferido pelos links à esquerda na tela.

Fonte: EM

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Projeto de extração de minério de fosfato é aprovado em Patrocínio


O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou nesta semana a Licença de Instalação Corretiva para o Projeto Patrocínio, da mineradora Vale Fertilizantes. A expectativa de produção de minério de fosfato na cidade de Patrocínio, no Alto Paranaíba, é de 6,5 milhões de toneladas por ano.
O projeto prevê a extração do minério no perímetro da cidade com expedição via férrea para o Complexo Mineroquímico de Araxá, onde o produto será tratado. A integração e otimização destes dois ativos, a jazida mineral de Patrocínio e a usina existente em Araxá, permitirá à empresa manter o atendimento ao mercado com um produto de alta qualidade e com custo competitivo.
Devem ser gerados na etapa de implantação cerca de 200 empregos diretos no pico da obra e na fase de operação cerca de 600 postos de trabalho. A economia também deve ser movimentada com a geração de empregos indiretos.

Fonte: Exame

MPE anuncia enfrentamento aos impactos de hidrelétricas e mineradoras no Estado; projeto será levado a Taques


Os Ministérios Públicos de Mato Grosso (MP-MT) e dos sete Estados da Região Norte reuniram-se essa semana em Belém, capital do Pará, para debaterem os impactos sociais, econômicos e ecológicos da mineração e da produção de energia na região norte. O encontro apresentou ao MP-MT propostas para diminuição das conseqüências negativas da exploração dos recursos. Representando Mato Grosso, participara o procurador-geral de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado e o titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe.
O evento, idealizado pelo procurador-geral de Justiça do Pará, Marcos Antônio Ferreira das Neves, garantiu a integração dos chefes dos MPE dos estados do Norte, além do Mato Grosso, para compartilharem experiências e traçarem estratégias de atuação conjunta sobre questões de interesse comum.
“Foi um encontro bastante produtivo e culminou na assinatura de uma carta de compromissos entre as instituições. Durante o evento, promovemos uma reflexão a respeito da influência da União na autonomia dos Estados, principalmente nas questões das Pequenas Centrais Hidrelétricas e Mineração. Estão sendo realizados grandes investimentos com a construção dessas hidrelétricas e os municípios, e os Estados, só ficam com os prejuízos”, avaliou Paulo Prado.
O procurador-geral destacou ainda a iniciativa do Governo do Pará em criar taxas hídricas e de mineração. Conta que já foram arrecadados aproximadamente R$ 478 milhões. “Vamos levar essa proposta ao Governador do Estado de Mato Grosso e ao Poder Legislativo para aprofundarmos nesta discussão”, adiantou Prado.
Hidrelétricas e Mineradoras em Mato Grosso:
Em Mato Grosso, os impactos negativos causados pelas hidrelétricas e mineração vêm sendo discutidos pelo MPE há vários anos. Diversas ações já foram implementadas para minimizar os problemas sociais e ambientais. A preservação do pantanal, por exemplo, está entre as prioridades.
Entre as principais ameaças ao Pantanal, relacionados à mineração e a construção de hidrelétricas, estão a redução do nível das águas, prejuízos a pesca e a contaminação por mercúrio. Atualmente, 44 usinas já foram implantadas na Bacia do Alto Paraguai. Existem ainda mais 135 projetos com previsão de implantação.
Para o Luiz Alberto Scaloppe, a questão exige um maior engajamento da população. “As leis ambientais brasileiras são muito bem feitas. A necessidade no momento é a população exigir a implantação das políticas necessárias à proteção ambiental e até pressionar o Estado para que isso aconteça, uma vez que temos que ter este apoio popular já que nas instâncias jurídicas temos legitimidade para constranger quem não atua nos conformes com os direitos socioambientais”, avaliou.

Fonte: Olhar Jurídico