quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pimentel defende simplificação do licenciamento ambiental em Minas Gerais

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, participou nesta terça-feira (15/9) no Expominas, em Belo Horizonte, de um debate sobre o tema “Mineração hoje no Brasil e no mundo: tendências, desafios e oportunidades”, durante a realização da 16ª Exposibram. Durante o debate, Pimentel destacou as ações realizadas pela nova gestão estadual para o desenvolvimento da economia mineira, como a proposta de simplificação do processo de licenciamento ambiental.
O evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), faz parte da Exposição Internacional de Mineração e Congresso Brasileiro de Mineração. Pimentel participou do debate ao lado do presidente da Vale, Murilo Ferreira, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Olavo Machado.
Um dos pontos abordados pelo governador foi o excesso de burocratização no licenciamento ambiental. Segundo Pimentel, foram encontrados milhares de processos parados na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad). “Em Minas Gerais, nós temos uma situação complicada na área de regulação. Nós herdamos uma estrutura, um complexo organizatório institucional muito ineficiente. Os licenciamentos são muito lentos, demorados, que exigem muitas vezes procedimentos quase punitivos do licenciado e, muitas vezes, não são feitos de forma adequada”, afirmou.
Segundo o governador, esse problema já está começando a ser resolvido. “Eram coisas pequenas, mas coisas muito grandes também. Projetos de bilhões de reais estavam parados por falta de licenciamento ambiental. O fato é que esse problema já está sendo enfrentado”, destacou o governador.
Umas das principais ações apontadas por Pimentel é o projeto de lei, de autoria do Executivo, que altera a atual legislação, tornando-a mais ágil, mas sem deixar de se preocupar e defender o meio ambiente. “Nós vamos mandar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei alterando alguns aspectos importantes do processo de licenciamento, basicamente para torná-lo mais ágil. Nós vamos colocar prazo, porque, por incrível que pareça, não há prazo para que ele seja expedido e isso não gera qualquer punição para quem está retendo o pedido”, afirmou Pimentel. Outro ponto da proposta é a descentralização do processo, repassando aos municípios os pedidos menos complexos, que atendem os requisitos da legislação.
O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Olavo Machado, acredita que a proposta é um grande avanço para o Estado. “Essa é uma reivindicação antiga da Fiemg. Minas Gerais tem perdido muitas oportunidades pela burocracia que foi instalada aqui”, afirmou.
Fonte: Jornal do Brasil

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mineradoras já demitiram mais de 1 mil devido a crise

O desaquecimento da economia brasileira e a forte queda no preço do minério de ferro no mercado internacional resultaram no corte de centenas de postos de trabalho em Minas Gerais. Com o pé no freio, empresas suspendem projetos e investimentos futuros. O resultado é a demissão de mais de 1 mil empregados nas principais mineradoras do estado nos últimos meses, de acordo com os sindicatos da categoria. Para evitar a caracterização de demissão em massa, algumas empresas o fazem a conta-gotas.
Em Congonhas, a LGA Mineração cortou mais da metade das vagas. Apenas 45 dos 100 empregados permaneceram, segundo o Sindicato Metabase Inconfidentes, representante dos trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto e Belo Vale. O diretor da entidade, Ivan Targino, acrescenta que, na mesma região, a CSN anunciou na segunda-feira o corte de 200 trabalhadores.
A empresa informou ao sindicato ser um turnover normal, mas, depois de reunião ontem na Delegacia Regional do Trabalho, ficou decidido que o caso será tratado judicialmente. Uma medida cautelar será impetrada para forçar a CSN a justificar os critérios econômicos de uma demissão em massa, como foi classificada pelo sindicato. A empresa teria suspendido parte do plano de investimento futuro, o que resultou no corte de quase 50 pessoas na gerência de expansão. Além desses, outros 157 foram demitidos na CGPAR, prestadora de serviço ligada à CSN. O total, no entanto, já supera 500, segundo Targino, e novas demissões devem ser efetivadas depois do carnaval. “É um cenário que tende a se aprofundar”, afirma o sindicalista.
Depois de ter atingido valores recordes entre 2010 e 2012 (acima de US$ 170/tonelada), o preço da tonelada do minério de ferro oscila perto de US$ 60 nos últimos meses. A forte retração na cotação deve-se principalmente à demanda chinesa, que, depois registrar crescimento econômico prolongado – acima de dois dígitos –, no ano passado subiu 7,4%, abaixo da meta traçada.
Segundo o Sindicato Metabase de Itabira e Região, a Vale já formalizou 25 demissões desde o início do ano, principalmente na área operacional. O diretor-tesoureiro do sindicato, Carlos Roberto Assis, afirma que a empresa já indicou ser crítica a situação dos negócios. “Isso reflete em outros segmentos e nos terceirizados”, diz Assis. O sindicato elaborou uma campanha com abaixo-assinado para tentar frear as demissões. Em Belo Horizonte, o sindicato relata terem sido demitidos 255 desde agosto e acusa a empresa de manter seus lucros com as demissões. “O minério virou um problema sério”, diz o presidente da entidade, Sebastião Alves de Oliveira, em relação ao baixo valor da commodity. “A Vale poderia esperar um pouco mais com os trabalhadores”, conclui.
Em Mariana, foram homologadas outras 226 demissões em seis meses pela Vale. A diretoria do sindicato de Mariana reclama dos cortes continuados. “Para nós, as demissões têm sido a conta gotas e de uma forma crescente e diária. As mineradoras não estão em crise. A Vale registrou o melhor desempenho de produção da sua história no terceiro trimestre do ano passado, com a extração de 85,7 milhões de toneladas de minério de ferro, expandindo as atividades para enfrentar preços de seu principal produto em mínimas de vários anos”, diz em nota o sindicato.
A representação dos trabalhadores informa estar em negociação com o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho para adotar medidas contra as demissões. Em nota, a Vale afirma que, “para se adaptar ao atual cenário da mineração, a empresa tem focado suas atenções na alocação de recursos, na otimização e simplificação de processos e no desenvolvimento de ativos”. Entre as mineradoras que atuam na região de Brumadinho, há registros de cortes de 75 empregados em dezembro e outros cinco em janeiro. Além disso, o pagamento da participação nos lucros estaria ameaçado em função do não cumprimento de metas até o terceiro trimestre do ano passado. Essa medida, no entanto, ainda precisa ser formalizada junto à comissão que trata do tema.
BC vê país em recessão
Brasília – Os temores sobre uma possível volta do país à recessão, enfim, se confirmaram: em 2014, mesmo com o governo tendo turbinado gastos para fortalecer a candidatura vencedora da presidente Dilma Rousseff (PT), a economia patinou. Números divulgados ontem pelo Banco Central (BC) indicam que a riqueza produzida por famílias e empresas encolheu 0,15% no ano passado. O resultado, medido pelo Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-BR), denuncia a paralisia que se alastra por todo o país. Também sugere que o Produto Interno Bruto (PIB) – cujo resultado de 2014 só será conhecido no fim de março, com um mês de atraso do prazo de praxe que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) costuma divulgar as contas nacionais – deverá vir em terreno negativo.
Pelos números do BC, o país já está em recessão. E não é só. A julgar pela intensidade da queda, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma terá sido desastroso em termos de desempenho da economia. O tombo registrado em 2014 foi o segundo maior em uma década e só ficou atrás da contração verificada em 2009, quando o IBC-BR encolheu 1,25%. Naquele ano, a medição oficial do PIB indicou retração de 0,3%. A diferença nos resultados se deve a metodologias diferentes de cálculo. Enquanto IBGE avalia praticamente todos os setores econômicos, o IBC-BR reproduz o comportamento de um conjunto limitado de setores produtivos, como a indústria, o varejo, a agropecuária, além do recolhimento de impostos por empresas e famílias. Mas, apesar de mais simplificado, o cálculo do BC reproduz uma fotografia muito próxima da captada pelo IBGE. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que, nos últimos 10 anos, a distância entre os dois indicadores foi de apenas 0,04%. Em média, o crescimento da economia medido pelo IBC-BR foi de 3,23%, enquanto que o do PIB foi de 3,19%.
É por isso que, a julgar pelo desempenho do indicador do BC registrado na passagem do ano, tudo leva a crer que 2015 será um ano marcado por dificuldades ainda maiores na economia. Mesmo em dezembro, em tese um mês forte devido às vendas de Natal, o IBC-BR encolheu 0,55%, na comparação com novembro. A queda foi menos intensa do que previa o mercado financeiro, que apostava numa retração de 1%, na série que considera os ajustes sazonais de um mês para outro.

Fonte: EM

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A Anglo American foi eleita a melhor empresa de grande porte para se trabalhar em MG



O Great Place to Work, que avalia por meio de pesquisa as melhoras empresas para se trabalhar, escolheu a Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American como a melhor empresa de grande porte para trabalhar em Minas Gerais.  Em 14 de julho, em cerimônia no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte, o resultado foi divulgado.
Ao todo, mais de 180 empresas de diversos setores participaram da pesquisa e, desse total, 35 foram selecionadas como as melhores para se trabalhar. O prêmio foi dividido em três categorias: companhias com 50 a 249 empregados, 250 a 999 empregados e mil ou mais empregados.

Pesquisa
O resultado da pesquisa é baseado na avaliação do nível de confiança dos empregados em cinco dimensões: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem; e nas práticas de gestão de pessoas das empresas, em nove áreas: contratar e receber; inspirar; falar; ouvir; agradecer; desenvolver; cuidar; celebrar e compartilhar, conforme a metodologia do instituto.
Por meio desses critérios, a pesquisa é dividida em dois eixos principais. O primeiro, que corresponde a 67% da análise, está relacionado à visão dos empregados sobre a empresa e é avaliado por meio da pesquisa de clima organizacional. Já os 33% restantes correspondem a um levantamento de políticas e práticas de gestão de pessoas.

Great Place to Work

O Great Place to Work – na tradução para o português, “Ótima Lugar Para Trabalhar”- estuda e reconhece, em mais de 50 países, excelentes ambientes de trabalho. Sua metodologia é reconhecida mundialmente e suas informações são usadas com frequência para elaborar listas das melhores empresas para trabalhar. Em média, anualmente o instituto trabalha com mais de 6.200 companhias, representando mais de 12 milhões de funcionários.

Fonte: Assessoria de Imprensa Anglo American

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Laboratório de minério de ferro operacional da Vale é o 1º acreditado pelo Inmetro



A Vale informou, hoje (4), que seu laboratório em São Luís (MA) será o primeiro de minério de ferro operacional a ser acreditado na norma ISO/IEC 17025 - 17025 - Requisitos Gerais para Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração. A recomendação foi feita pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), após uma auditoria que avaliou todos os procedimentos e sistema de gestão do laboratório.

Fonte: http://www.noticiasdemineracao.com/storyview.asp?storyID=826955277&section=Tecnologia&sectionsource=s1450694&aspdsc=yes

Preço do petróleo só deve subir em 2018


A indústria não espera uma retomada dos preços antes de 2018. O barril abaixo de US$ 40, na terça-feira, levou as petroleiras a reverem projeções.A Petrobrás já adiou a abertura de capital da BR Distribuidora e não descarta suspender a venda de ativos este ano. A desvalorização acumulada de quase 48% das cotações do petróleo é definida como uma "mudança de paradigma" que provoca, além dos cortes de investimentos, uma queda brusca na arrecadação de impostos, agravando a crise dos municípios.

"Estamos vivendo o fim de um ciclo, e é difícil enxergar no nevoeiro da transição", avalia Jorge Camargo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP). Segundo ele, a situação não é "transitória". "Poucas empresas estão trabalhando com a hipótese de aguentar firme que o preço vai voltar. Empresas avaliam seus projetos para 2016 com valores na faixa de US$ 50 por barril."

"Nunca se produziu tanto petróleo e nunca houve tanto óleo estocado. Esse cenário deixa os preços a US$ 40 e em viés de baixa, o que exige muito cuidado para as empresas", avalia Lavinia Hollanda, coordenadora de pesquisa da FGV Energia. "Associado a uma tendência quase irreversível por uma demanda menor, o cenário deve permanecer no médio prazo."

Pré-sal - Para a Petrobrás, a viabilidade do pré-sal é garantida até o patamar de US$ 30. Segundo o diretor da estatal PPSA, Renato Darros, a queda deixa "a indústria toda sob ameaça", e não apenas o pré-sal brasileiro. "Será uma ameaça se esse nível se mantiver e for uma nova realidade. Hoje, não dá para falar que é uma ameaça, porque a gente olha para a frente."


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/preco-do-petroleo-so-deve-subir-em-2018