segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Uso de energias renováveis no setor de construção será analisado por representantes do mercado nesta semana



A crescente utilização de fontes renováveis de energia segue se expandindo ao setor industrial, e será tema de debate durante a oitava edição do Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável, que acontece em São Paulo na próxima semana. O evento tem como objetivo avaliar métodos que ajudem no desenvolvimento de projetos sustentáveis no setor de edificações, debatendo com profissionais do mercado as tendências de inovação para que podem garantir uma maior eficiência energética em operações industriais.
O evento será realizado no dia 22 de setembro, e colocará em pauta a atual necessidade de implantar projetos que economizem energia e garantam menores custos às empresas. O segmento de construção é responsável por grande parte do consumo elétrico no Brasil, abrindo espaço para novas medidas de aprimoramento. É o que buscará avaliar o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), que irá apresentar seu posicionamento acerca do tema e ministrará a palestra “Eficiência energética no ambiente construído”.
Estarão no debate os conselheiros do CBCS, Roberto Lamberts e José Goldemberg. Além deles, deverão analisar o atual cenário o coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo (foto), e o líder do projeto Desempenho Energético Operacional do CBCS, Edward Borgstein.

Votorantim vai doar 700 hectares de mata atlântica a São Paulo




A Votorantim pode doar em breve ao governo de São Paulo uma área de 700 hectares de mata atlântica em troca compensações para o licenciamento de empreendimento no Estado. O caso foi citado por Clayton Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA), como exemplo de formas que as empresas têm de realizar o valor de ativos como terrenos sem necessariamente explorá-los.


Fonte: Equipe de assessoria Votorantim

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mineração age também como indutora do desenvolvimento




Estudo inédito divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), durante o 16º Congresso Brasileiro de Mineração, mostra que a importância da indústria extrativa para o Estado não se restringe apenas ao aspecto econômico, uma vez que a atividade é também indutora do desenvolvimento social.
"O setor é um multiplicador de empregos", resume a assessora da Superintendência de Clientes Institucionais da FGV, Maria Alice Veloso, que apresentou o documento. Segundo ela, para cada posto de trabalho na mineração, são geradas 13 vagas em outras cadeias produtivas. "Mas, dependendo do conceito de cadeia adotado, esse número pode ser ainda maior", completa.
Na avaliação de Maria Alice Veloso, "o segmento extrativo mineral não é intensivo em mão de obra quando comparado a outros setores, mas o grande mérito da atividade é o que ela gera na ponta da cadeia". Conforme o estudo, anualmente são abertos 60 mil postos de trabalho na mineração brasileira. "Muitas cadeias produtivas têm origem a partir da extração mineral", pontua.
Nesse sentido, a superintendente lembra que a cadeia do minério de ferro, por exemplo, tem reflexos na construção civil, na indústria automobilística, nos fabricantes de máquinas e equipamentos e nos setores de embalagens, ferramentas e utilidades. Já no caso do ouro, a influência alcança as indústrias joalheira, de decoração e química, além da medicina e da biologia, uma vez que o metal precioso é usado em exames, tratamentos e recobrimento de materiais biológicos.
O estudo, que não leva em consideração o segmento de óleo e gás, já que ele não tem peso importante na economia mineira, mostra também que a indústria extrativa tem participação de aproximadamente 24% no Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Minas Gerais e de 8% no PIB global do Estado.

Municípios - Além disso, os municípios do Estado produtores de minério de ferro contribuem, em média, com 13,1% do PIB mineiro, gerando uma renda per capita anual 70,8% maior do que a média mineira, concentrando 7,7% da população Minas Gerais. Outro dado relevante é que entre os dez municípios com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Minas, oito são mineradores.
Em relação à produção mineral do Brasil, Minas participa com 66% do total de minério de ferro produzido, com 45% do ouro, 57% do fosfato, 27% do calcário e 100% do zinco. Além disso, o Estado responde por 51% da arrecadação nacional com a Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem), sendo que o minério de ferro responde por cerca de 90% desse total.
A importância da mineração é tão grande para Minas que se a atividade extrativa for desconsiderada, o Estado cai do terceiro maior PIB do país, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro, para a 10ª posição, de acordo com informações divulgadas pelo Executivo estadual.

Fonte: IBRAM

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pimentel defende simplificação do licenciamento ambiental em Minas Gerais

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, participou nesta terça-feira (15/9) no Expominas, em Belo Horizonte, de um debate sobre o tema “Mineração hoje no Brasil e no mundo: tendências, desafios e oportunidades”, durante a realização da 16ª Exposibram. Durante o debate, Pimentel destacou as ações realizadas pela nova gestão estadual para o desenvolvimento da economia mineira, como a proposta de simplificação do processo de licenciamento ambiental.
O evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), faz parte da Exposição Internacional de Mineração e Congresso Brasileiro de Mineração. Pimentel participou do debate ao lado do presidente da Vale, Murilo Ferreira, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Olavo Machado.
Um dos pontos abordados pelo governador foi o excesso de burocratização no licenciamento ambiental. Segundo Pimentel, foram encontrados milhares de processos parados na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad). “Em Minas Gerais, nós temos uma situação complicada na área de regulação. Nós herdamos uma estrutura, um complexo organizatório institucional muito ineficiente. Os licenciamentos são muito lentos, demorados, que exigem muitas vezes procedimentos quase punitivos do licenciado e, muitas vezes, não são feitos de forma adequada”, afirmou.
Segundo o governador, esse problema já está começando a ser resolvido. “Eram coisas pequenas, mas coisas muito grandes também. Projetos de bilhões de reais estavam parados por falta de licenciamento ambiental. O fato é que esse problema já está sendo enfrentado”, destacou o governador.
Umas das principais ações apontadas por Pimentel é o projeto de lei, de autoria do Executivo, que altera a atual legislação, tornando-a mais ágil, mas sem deixar de se preocupar e defender o meio ambiente. “Nós vamos mandar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei alterando alguns aspectos importantes do processo de licenciamento, basicamente para torná-lo mais ágil. Nós vamos colocar prazo, porque, por incrível que pareça, não há prazo para que ele seja expedido e isso não gera qualquer punição para quem está retendo o pedido”, afirmou Pimentel. Outro ponto da proposta é a descentralização do processo, repassando aos municípios os pedidos menos complexos, que atendem os requisitos da legislação.
O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Olavo Machado, acredita que a proposta é um grande avanço para o Estado. “Essa é uma reivindicação antiga da Fiemg. Minas Gerais tem perdido muitas oportunidades pela burocracia que foi instalada aqui”, afirmou.
Fonte: Jornal do Brasil

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mineradoras já demitiram mais de 1 mil devido a crise

O desaquecimento da economia brasileira e a forte queda no preço do minério de ferro no mercado internacional resultaram no corte de centenas de postos de trabalho em Minas Gerais. Com o pé no freio, empresas suspendem projetos e investimentos futuros. O resultado é a demissão de mais de 1 mil empregados nas principais mineradoras do estado nos últimos meses, de acordo com os sindicatos da categoria. Para evitar a caracterização de demissão em massa, algumas empresas o fazem a conta-gotas.
Em Congonhas, a LGA Mineração cortou mais da metade das vagas. Apenas 45 dos 100 empregados permaneceram, segundo o Sindicato Metabase Inconfidentes, representante dos trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto e Belo Vale. O diretor da entidade, Ivan Targino, acrescenta que, na mesma região, a CSN anunciou na segunda-feira o corte de 200 trabalhadores.
A empresa informou ao sindicato ser um turnover normal, mas, depois de reunião ontem na Delegacia Regional do Trabalho, ficou decidido que o caso será tratado judicialmente. Uma medida cautelar será impetrada para forçar a CSN a justificar os critérios econômicos de uma demissão em massa, como foi classificada pelo sindicato. A empresa teria suspendido parte do plano de investimento futuro, o que resultou no corte de quase 50 pessoas na gerência de expansão. Além desses, outros 157 foram demitidos na CGPAR, prestadora de serviço ligada à CSN. O total, no entanto, já supera 500, segundo Targino, e novas demissões devem ser efetivadas depois do carnaval. “É um cenário que tende a se aprofundar”, afirma o sindicalista.
Depois de ter atingido valores recordes entre 2010 e 2012 (acima de US$ 170/tonelada), o preço da tonelada do minério de ferro oscila perto de US$ 60 nos últimos meses. A forte retração na cotação deve-se principalmente à demanda chinesa, que, depois registrar crescimento econômico prolongado – acima de dois dígitos –, no ano passado subiu 7,4%, abaixo da meta traçada.
Segundo o Sindicato Metabase de Itabira e Região, a Vale já formalizou 25 demissões desde o início do ano, principalmente na área operacional. O diretor-tesoureiro do sindicato, Carlos Roberto Assis, afirma que a empresa já indicou ser crítica a situação dos negócios. “Isso reflete em outros segmentos e nos terceirizados”, diz Assis. O sindicato elaborou uma campanha com abaixo-assinado para tentar frear as demissões. Em Belo Horizonte, o sindicato relata terem sido demitidos 255 desde agosto e acusa a empresa de manter seus lucros com as demissões. “O minério virou um problema sério”, diz o presidente da entidade, Sebastião Alves de Oliveira, em relação ao baixo valor da commodity. “A Vale poderia esperar um pouco mais com os trabalhadores”, conclui.
Em Mariana, foram homologadas outras 226 demissões em seis meses pela Vale. A diretoria do sindicato de Mariana reclama dos cortes continuados. “Para nós, as demissões têm sido a conta gotas e de uma forma crescente e diária. As mineradoras não estão em crise. A Vale registrou o melhor desempenho de produção da sua história no terceiro trimestre do ano passado, com a extração de 85,7 milhões de toneladas de minério de ferro, expandindo as atividades para enfrentar preços de seu principal produto em mínimas de vários anos”, diz em nota o sindicato.
A representação dos trabalhadores informa estar em negociação com o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho para adotar medidas contra as demissões. Em nota, a Vale afirma que, “para se adaptar ao atual cenário da mineração, a empresa tem focado suas atenções na alocação de recursos, na otimização e simplificação de processos e no desenvolvimento de ativos”. Entre as mineradoras que atuam na região de Brumadinho, há registros de cortes de 75 empregados em dezembro e outros cinco em janeiro. Além disso, o pagamento da participação nos lucros estaria ameaçado em função do não cumprimento de metas até o terceiro trimestre do ano passado. Essa medida, no entanto, ainda precisa ser formalizada junto à comissão que trata do tema.
BC vê país em recessão
Brasília – Os temores sobre uma possível volta do país à recessão, enfim, se confirmaram: em 2014, mesmo com o governo tendo turbinado gastos para fortalecer a candidatura vencedora da presidente Dilma Rousseff (PT), a economia patinou. Números divulgados ontem pelo Banco Central (BC) indicam que a riqueza produzida por famílias e empresas encolheu 0,15% no ano passado. O resultado, medido pelo Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-BR), denuncia a paralisia que se alastra por todo o país. Também sugere que o Produto Interno Bruto (PIB) – cujo resultado de 2014 só será conhecido no fim de março, com um mês de atraso do prazo de praxe que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) costuma divulgar as contas nacionais – deverá vir em terreno negativo.
Pelos números do BC, o país já está em recessão. E não é só. A julgar pela intensidade da queda, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma terá sido desastroso em termos de desempenho da economia. O tombo registrado em 2014 foi o segundo maior em uma década e só ficou atrás da contração verificada em 2009, quando o IBC-BR encolheu 1,25%. Naquele ano, a medição oficial do PIB indicou retração de 0,3%. A diferença nos resultados se deve a metodologias diferentes de cálculo. Enquanto IBGE avalia praticamente todos os setores econômicos, o IBC-BR reproduz o comportamento de um conjunto limitado de setores produtivos, como a indústria, o varejo, a agropecuária, além do recolhimento de impostos por empresas e famílias. Mas, apesar de mais simplificado, o cálculo do BC reproduz uma fotografia muito próxima da captada pelo IBGE. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que, nos últimos 10 anos, a distância entre os dois indicadores foi de apenas 0,04%. Em média, o crescimento da economia medido pelo IBC-BR foi de 3,23%, enquanto que o do PIB foi de 3,19%.
É por isso que, a julgar pelo desempenho do indicador do BC registrado na passagem do ano, tudo leva a crer que 2015 será um ano marcado por dificuldades ainda maiores na economia. Mesmo em dezembro, em tese um mês forte devido às vendas de Natal, o IBC-BR encolheu 0,55%, na comparação com novembro. A queda foi menos intensa do que previa o mercado financeiro, que apostava numa retração de 1%, na série que considera os ajustes sazonais de um mês para outro.

Fonte: EM