sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Em protesto, grupo de moradores de Mariana defende mineradora: “Justiça sim, desemprego não”



Centenas de pessoas vestindo camisas brancas com os dizeres “Justiça sim, desemprego não #ficasamarco” realizaram na noite desta terça-feira uma manifestação em prol da manutenção da atividade da empresa em Mariana, Região Central de Minas Gerais. O ato teve início na Praça Gomes Freire (Jardim) e seguiu em passeata pela Câmara Municipal, Fórum e prefeitura, onde encerraram aos gritos de “Fica, Samarco”.
A professora Leide de Oliveira, de 50 anos, disse que soube do protesto por redes sociais e decidiu participar, pois considera a mineradora uma excelente empresa. “Fui professora em uma escola da Samarco durante 9 anos. Hoje, ela pertence à Arquidiocese de Mariana. Foram os melhores anos de trabalho da minha vida”, recordou.
Momentos depois de iniciada a concentração para o ato, por volta das 19h, funcionários da empresa chegaram à Praça Gomes Freire e engrossaram o número de participantes, sendo recebidos com aplausos. O grupo rezou o Pai Nosso e cantou o Hino Nacional. “Quero Justiça, mas a Samarco deve ficar”, disse Poliana Aparecida de Freitas, uma das organizadoras do ato, reivindicando a permanência da mineradora na cidade para evitar o desemprego.
De acordo com o tenente Elione Souza, da Polícia Militar, que atuou no fechamento do trânsito e garantiu a segurança dos participantes, cerca de 1 mil pessoas participaram da manifestação. No trajeto, o grupo convocou comerciantes, taxistas e outros moradores para engrossar a manifestação.
Diante do Fórum, pediram a promotores e juízes que apoiem a permanência da Samarco na cidade. Uma funcionária da mineradora fez um apelo emocionado: “Estamos supernervosos; temos filhos, escolas para pagar; estamos apreensivos. A empresa está errada, mas não é justo fechá-la. Serão muitos empregos perdidos”, disse Joicy Freitas, de 34 anos, laboratarista química na Samarco.
Durante a manifestação, foi distribuído um manifesto com a frase “agora, o momento é de recomeço; de reconstrução!” Segundo o texto, trabalhadores e moradores sabem “da responsabilidade que deve e tem de recair sobre a Samarco pela dor, mortes e destruição”. Ainda segundo o documento, a cidade “depende” do funcionamento da mina “para manutenção da atual condição de vida” da população”.

Fonte: EM

Justiça ordena que Samarco barre chegada da lama ao mar



A Justiça Federal no Espírito Santo determinou que a mineradora Samarco adote em 24 horas medidas para que a lama que atingiu o Rio Doce com a ruptura das duas barragens da empresa em Mariana, Minas Gerais, não chegue ao mar.
Conforme a decisão, do juiz Rodrigo Reiff Botelho, da 3ª Vara Cível de Vitória, a mineradora, que pertence a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, será multada em R$ 10 milhões por dia caso a determinação não seja cumprida.
O Rio Doce deságua no litoral capixaba no distrito de Regência, que pertence a Linhares, norte do Espírito Santo. A região é conhecida pelo projeto Tamar, de proteção a tartarugas. Nesta quarta-feira, 18, o abastecimento de água foi suspenso em Colatina, a maior cidade do Espírito Santo a depender exclusivamente do Rio Doce para fornecer água à população.
A queda das barragens em Mariana aconteceu em 5 de novembro. Até o momento foram confirmadas sete mortes. Quatro corpos aguardam identificação. Doze pessoas estão desaparecidas. A lama atingiu o Rio Doce via afluentes. A bacia do rio em Minas tem aproximadamente 200 cidades. Samarco ainda não se posicionou sobre a decisão da Justiça Federal do Espírito Santo.

Fonte: EXAME

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Município do Serro diz não a mais uma mina da Anglo



Famosa pelos queijos, a cidade do Serro, na região Central de Minas, disse não a uma mina de minério de ferro que a Anglo American pretende instalar no município. No dia 28 de outubro, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) rejeitou o empreendimento por unanimidade.
O prefeito Epaminondas Pires Miranda adiantou que seguirá a decisão dos conselheiros e não emitirá a declaração de conformidade, requisito para que a empresa dê entrada do processo de licenciamento ambiental. “Penso que as decisões construídas por meio das reuniões do Codema devem ter o respaldo do prefeito, uma vez que esse conselho é composto por representantes de várias instituições e seguimentos sociais”, destaca Miranda.
Mas a Anglo não contava com essa negativa, pois, no dia 22 de outubro, seis dias antes da reunião do conselho, já havia protocolado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semad) um pedido de Licença Prévia (LP) para o Serro.
Por meio de nota, a Anglo afirma que a conformidade diz respeito à legislação de uso e ocupação do solo no município e a empresa entende que o projeto se enquadra nessa legislação. Segundo Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) da empresa, o projeto Serro tem como objetivo produzir 500 mil toneladas de minério de ferro por ano, para atender o mercado interno. Ainda segundo o relatório, o investimento seria em torno de R$ 85 milhões.

Fonte: OTEMPO

UnB registrou abalos sísmicos na região de Mariana






A região do município de Mariana (MG), onde duas barragens da mineradora Samarco romperam na tarde desta quinta-feira (5), registrou cerca de dez abalos sísmicos, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).
Dois deles puderam ser sentidos, já os demais eram de menor magnitude. Para o professor do observatório, George Sand França, não há informações que comprovem a ligação entre os abalos e as causas do rompimento das barragens.“É uma região que tem atividade sísmica”, disse, explicando que aspectos como detonações para extração de minérios ou eventos naturais podem causar os abalos.
Na tarde de ontem (5), o observatório da UnB registrou os dois abalos principais: o primeiro às 14h02, com magnitude 2,5 graus na Escala Richter, e o segundo às 14h03, com 2,7 graus de magnitude.
Os outros abalos próximos à região tiveram magnitude inferior aos 2,5, segundo o professor.

Fonte: UNB

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Samarco participa de Seminário Tribuna Planejamento e Gestão Sustentável





No dia 27 de outubro, a Samarco participou do Seminário Tribuna Planejamento e Gestão Sustentável, no Espírito Santo. Como parceira da iniciativa, a empresa montou um estande onde foram apresentadas informações sobre a sua gestão hídrica, fluxo da água no processo produtivo e as ações do Programa Positivo em Água. O evento reuniu cerca de 600 pessoas.
O Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, participou da abertura do seminário que contou com as palestras “Consumo Consciente e Sustentabilidade”, ministrada por Júlia Rosemberg, do Instituto Akatu; “Sustentabilidade Corporativa”, com o professor e pesquisador do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral, Cláudio Boechat; e “Conexão, Causa e Coragem: Um Futuro Possível Para as Marcas”, conduzida pela presidente da Criativa Comunicação Integrada, Flavia Rodriguez. O fundador do Instituto Inhotim, Bernardo Paz, e o diretor-executivo Antônio Grassi representaram a instituição, com a palestra “Instituto Inhotim”.
Representando a Samarco, estiveram presentes o coordenador técnico de Desenvolvimento Socioinstitucional, Estaneslau Klein, a analista de Comunicação Empresarial, Fabíola Boghi, a analista de contratos, Tatiana Queiroz, a analista de Meio Ambiente, Sandrelly Lopes, e o anlista de Contratos, Vagner Rocha de Oliveira. Para Fabíola Boghi, o evento é importante para disseminar informações sobre as boas práticas da empresa. “Fóruns como este contribuem para ampliar ainda mais o conhecimento das pessoas sobre o assunto e nos ajudam a refletir sobre como adotar cada vez mais uma postura para o consumo consciente”, completa.
O evento é uma iniciativa da Rede Tribuna e divulga ideias e inovações na área de sustentabilidade, por meio de uma programação de palestras e debates.

Fonte: Samarco