domingo, 27 de setembro de 2015

Fundação de Bill Gates entra com ação contra Petrobrás


A Petrobrás ganhou um novo adversário de peso. É a Fundação Bill & Melinda Gates, do fundador da Microsoft e sua esposa, que entrou com processo contra a estatal brasileira em Nova York por conta das perdas com os investimentos feitos desde 2009 nas ações da companhia.
De acordo com a ação proposta pela fundação, que é a maior instituição filantrópica do mundo, o esquema de propinas na Petrobrás afetou um terço dos ativos da estatal, num montante total de US$ 80 bilhões de seus contratos. “”A profundidade e a amplitude da fraude na Petrobrás é espantosa”, diz o texto.
A mira do processo também foi apontada para a a PricewaterhouseCoopers, empresa que auditou os balanços da Petrobrás. Segundo o documento, a empresa auditora teria “deliberadamente ignorado” o esquema.
Essa é a 16ª ação individual aberta contra a Petrobrás nos Estados Unidos em 2015, sendo que há outras cinco ações coletivas abertas – atualmente unificadas em um único processo pelo juiz federal da Corte de Nova York, Jed Rakoff. Dentre os fundos que entraram com as ações, há grupos de Estados Unidos, Holanda, Hong Kong, Irlanda, França e Reino Unido, entre outros.

Fonte: Petronotícias

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mineradora Anglo American reduzirá em 53 mil funcionários seu efetivo



Demitir para sobreviver a um momento ruim. Esta é uma máxima no mundo dos negócios e outra grande companhia encontrou neste sistema a saída para a queda nos preços do seu segmento. A queda de 41% no ferro, 19% na platina e 18% no cobre fizeram a mineradora Anglo American decidir por cortar em 53.000 funcionários o seu efetivo.
Ao fim do primeiro semestre deste ano, a companhia já totaliza um prejuízo de US$ 3 bilhões. Para anunciar as mudanças no planejamento da companhia, o presidente da Anglo American, Mark Cutifani (foto), se reuniu com investidores para apresentar a reestruturação de portfólio e cortes de custos e postos que serão implementados.
Dividido em duas partes, o plano de contenção de custos pretende diminuir em US$ 500 milhões de dólares os gastos da companhia, com cortes de 6.000 empregos nos principais negócios da empresa. Outra decisão tomada foi pela venda de ativos na parte de operações, cortando em até 35% os postos de trabalho, ou seja, cerca de 53 mil empregos dos 151,200 funcionários em todo o mundo.

Fonte: Assessoria de imprensa Anglo Gold

Primeiro dia de Abm Week 2015 discute escassez de recursos hídricos


O primeiro dia da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – ABM Week 2015, nesta segunda-feira (17), foi marcado por discussões sobre escassez de recursos hídricos. O evento vai até sexta-feira (21) recebendo diversos especialistas para palestras e apresentações sobre as áreas representadas pela ABM.
A plenária desta segunda foi aberta por Virgina Ciminelli (foto), diretora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Recursos Minerais, Água e Biodiversidade (INCT-Acqua), que relembrou o último relatório do Fórum Econômico Mundial ao afirmar que os impactos da crise hídrica já estão entre os maiores problemas mundiais.
Outros especialistas no tema também estiveram no primeiro de dia de evento, como o ex-ministro da Fazenda e Planejamento, o economista Paulo Roberto Haddad, diretor-presidente da Phorum Consultoria e Pesquisas em Economia, o engenheiro Denilson Rodrigues de Araújo, Gerente Geral de Tecnologia e Ecoeficiência da Samarco Mineração, o engenheiro químico Adelson Dias de Souza, Gerente Geral de Tecnologias de Polimetálicos da Votorantim Metais, entre outros.
“ Sabemos que a mineração é uma grande consumidora e temos investido fortemente em gestão de eficiência hídrica. Trinta por cento dos custos são para projetos de controle ambiental. Nosso modelo considera o valor da água, a política de preço, os valores sociais e ambientais. Entre os programas que colocamos em prática estão a preservação de novos mananciais, o suporte local aos governos, relatórios GRI, participação de universidades, gestão de riscos, entre outros”, declarou o gerente da Votorantim Metais.
Esta é a primeira vez que a ABM realiza simultaneamente, no mesmo local, 12 eventos, reunindo 13 áreas vitais da cadeia produtiva: o 70º Congresso Anual da ABM, o 52º Seminário de Laminação, o 46º Seminário de Aciaria, o 45º Seminário de Redução, o 16º Simpósio de Minério de Ferro, o 3º Simpósio de Aglomeração, o 34º Seminário de Logística, o 36º Seminário de Balanços Energéticos, o 30º Encontro de Gases Industriais, o 19º Seminário de Automação & TI, o 15º Enemet – Encontro Nacional de Estudantes de Engenharia Metalúrgica, de Materiais e de Minas e o  6º Seminário de Trefilação, além do 12º Seminário Brasileiro de Aço Inoxidável, em parceria com a Abinox – Associação Brasileira de Aço Inoxidável


Fonte: Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração

Estudo aponta necessidade de investimento de r$ 8 bilhões em dutos no Brasil até 2025


Há tempos fala-se da necessidade de haver condições mais atrativas para investidores se interessarem em fazer aportes na expansão da malha de dutos brasileira, mas por enquanto os avanços ainda foram pequenos. Agora, com a crise da Petrobrás e o corte profundo nos investimentos, a indústria está mais preocupada com o atendimento da demanda de escoamento para os próximos anos. Com o foco nessa questão, o IBP encomendou um estudo que apontou a necessidade de R$ 8 bilhões a serem aplicados na expansão da rede de dutos para transporte de combustíveis.
A análise, desenvolvida pelo Instituto de Logística e Supply Chain’s (Ilos), indica que seriam necessários R$ 4 bilhões para a construção de seis novas rotas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, além de outros R$ 4 bilhões para a duplicação dos dutos existentes, já que suas capacidades devem ser esgotadas nos próximos anos.
O levantamento teve como base as previsões para 2025, até quando a demanda de gasolina deve ter um crescimento de 53%, enquanto as projeções para o diesel indicam um aumento de 32% no consumo.
Caso os aportes não sejam feitos a tempo, a única saída para dar vazão ao grande volume de combustíveis circulando pelo país seria o transporte rodoviário, o que encarece o produto para o consumidor final, aumenta as emissões de gases poluentes na atmosfera e agrava ainda mais a situação de dependência do país em relação às estradas, muitas em condições precárias e inseguras.
Fonte: Petronotícias

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Operações no tebig são alvo de disputa entre Petrobrás e secretaria ambiental


Nem só de problemas políticos vive a Petrobrás. No sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Angra dos Reis, a estatal vem travando uma batalha com a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e a prefeitura local. A companhia detém o Terminal da Baía da Ilha Grande (Tebig) na cidade, no entanto, há três anos o terminal opera através de licenças provisórias.
A dor de cabeça é tanta que a Petrobrás já considerou retirar suas operação até para o Uruguai. No início do ano, três vazamentos levaram a SEA a suspender as licenças de transbordo ship to ship e colocou em análise a licença para exportação a partir do transbordo entre navios atracados no píer.
Nesse momento que surge a figura da prefeitura municipal, já que nas operações ship to ship o estado recebe o royalty, enquanto nas operações realizadas dentro do terminal o município recebe uma quantia que gira em torno de R$ 300 milhões por ano, entre royalties, IPTU, ISS e repasses do ICMS.
A secretária de Fazenda de Angra dos Reis, Antoniela Lopes, disse que a Petrobrás tinha planos de um segundo berço no terminal, reduzindo as operações ship to ship e aumentando a arrecadação do município, entretanto, os problemas com licenciamento fizeram a estatal desistir do projeto.
O governo estadual vem tentando diminuir a atuação da companhia no Tebig, sugerindo a transferência de parte das operações para o Porto do Açu, mas a estatal não se interessou muito na proposta, já que Angra fica mais próxima do Porto de São Sebastião, permitindo concentrar a movimentação de mais de 80% do fluxo de petreóleo e derivados no país em um raio de 300 quilômetros apenas.
A saída das operações realizadas no Tebig para outra localidade podem acabar por encarecer os custos no processo, já que as melhores opções são no Espírito Santo e Uruguai.
Fonte: Assessoria de imprensa Petrobras