quarta-feira, 22 de abril de 2015

Demanda por aço no Brasil deve cair 7,8% em 2015, segundo Worldsteel





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Após recuar 6,8% em 2014, a demanda por aço no Brasil deve continuar em forte queda neste ano, para se recuperar no ano que vem, de acordo com um relatório de expectativas publicado nesta manhã pela Worldsteel, que reúne as 170 principais fabricantes do insumo no mundo.

Segundo as projeções da entidade, a demanda por aço no Brasil deve cair 7,8% em 2015, para 22,7 milhões de toneladas. Em 2016, a expectativa é de recuperação, com alta de 3,1%, para 23,4 milhões de toneladas.

A China, maior consumidor de aço do mundo, deve apresentar nova queda na demanda no ano, de 0,5%, para 707,2 milhões de toneladas. Em 2016, é projetado mais um recuo, de 0,5%, para 703,7 milhões de toneladas.

A expectativa da Worldsteel é que a demanda mundial por aço tenha crescimento de 0,5% em 2015, para 1,544 bilhão de toneladas. Em 2016, é esperada alta de 1,4%, para 1,565 bilhão de toneladas.

Entre os maiores consumidores de aço, o maior crescimento percentual deve ser registrado na Índia, onde é esperado aumento de 6,2% neste ano e 7,3% no próximo.

Nas economias avançadas, é esperada alta de 0,2% em 2015 e 1,8% em 2016. Nas economias emergentes e em desenvolvimento, deve haver crescimento de 0,6% e 1,2% neste ano e no próximo, projeta a entidade.

Fonte: http://www.acobrasil.org.br/

domingo, 1 de março de 2015

Projetos da Vale para melhorar qualidade de minérios serão mantidos em Minas

Os investimentos da mineradora Vale em projetos para melhorar a qualidade do minério de ferro extraído pela companhia em Minas Gerais e na expansão da produção de Carajás, no Pará, com o megaempreendimento batizado de S11D, estão sendo poupados dos cortes do orçamento, adotados pelo quarto ano em 2014. A despeito da queda dos preços da commodity no mercado internacional, que contribuiu para o prejuízo de R$ 4,761 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou, nessa quinta-feira, que os desembolsos previstos na Região Central de Minas e na Grande Belo Horizonte estão mantidos e serão concluídos neste ano. No balanço de 2014, a empresa teve lucro de R$ 954 milhões, um aumento de 729% frente a 2013. A Vale começa a operar no segundo trimestre projetos em implantação nas reservas de Cauê e Conceição, em Itabira, berço das atividades da companhia, e em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, para reposição e aumento da capacidade, com enriquecimento do minério do tipo itabiritos, de teores mais baixos de ferro. De outubro a dezembro de 2014, o investimento total nesses projetos foi de US$ 258 milhões. “Continuamos com os projetos Itabiritos para ser entregues este ano, com sensível melhora do minério dos sistemas Sul e Sudeste da Vale (ambos localizados em Minas Gerais”, afirmou o presidente da companhia. O megaprojeto S11D, o maior da história da empresa e da indústria da mineração, de acordo com Murilo Ferreira, “é intocável”. Como reação ao prejuízo do quarto trimestre, as ações ordinárias da Vale sofreram desvalorização de 4,01% no pregão de ontem da Bolsa de Valores e as preferenciais tiveram queda de 3,76%.. As novas operações de Minas Gerais permitirão à empresa se aproveitar do adicional de preços pago pelo mercado em função da qualidade do minério, em tempos de preços deprimidos. Com maior margem de manobra, a Vale definirá o mix mais ajustado à remuneração no exterior, entre os minérios de Carajás, Minas e da unidade operacional de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Os desembolsos da Vale em Minas, incluindo despesas de custeio, alcançaram US$ 9,08 bilhões em 2014. O Sistema Sul, que compreende os complexos Paraopeba, Vargem Grande e Itabiritos, produziu 86,3 milhões de toneladas, representando acréscimo de 9% em relação a 2013, melhor marca anual da companhia no estado desde 2007. Os complexos Itabira, Minas Centrais e Mariana, reunidos no Sistema Sudeste, produziram 107,4 milhões de toneladas. Segundo o diretor-executivo de ferrosos da Vale, Peter Popping, a empresa poderia, em tese, produzir mais do que a meta de ofertar 340 milhões de toneladas ao mercado em 2015. Cerca de 10 milhões de toneladas, dessa projeção, serão de minérios que tem mais qualidade e podem dar à companhia margens melhores de preços. Murilo Ferreira informou estar trabalhando com um preço médio por tonelada neste ano a partir de US$ 70. A cotação de quinta-feira da tonelada da matéria-prima estava na casa dos US$ 63, depois de ter variado na faixa de US$ 120 em 2013. A redução do crescimento da China, locomotiva da demanda internacional de ferro e aço, preocupa a indústria da mineração, mas o presidente da Vale aposta num cenário de demanda ainda firme do gigante asiático. GESTÃO A ordem de austeridade na gestão da companhia se mantém para 2015, com foco nos segmentos em que a Vale apresentar maior eficiência. “Estamos cada vez mais comprometidos com os custos, trazendo retorno para os nossos acionistas e da forma mais prudente (em investimentos) possível”, disse o presidente da mineradora. A companhia aplicou ao todo, em 2014, US$ 11,979 bilhões em expansão e manutenção de projetos, cifra que significou queda de 15,8% na comparação dom 2013. 

 Fonte: EM

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mineradoras já demitiram mais de 1 mil devido a crise


O desaquecimento da economia brasileira e a forte queda no preço do minério de ferro no mercado internacional resultaram no corte de centenas de postos de trabalho em Minas Gerais. Com o pé no freio, empresas suspendem projetos e investimentos futuros. O resultado é a demissão de mais de 1 mil empregados nas principais mineradoras do estado nos últimos meses, de acordo com os sindicatos da categoria. Para evitar a caracterização de demissão em massa, algumas empresas o fazem a conta-gotas. Em Congonhas, a LGA Mineração cortou mais da metade das vagas. Apenas 45 dos 100 empregados permaneceram, segundo o Sindicato Metabase Inconfidentes, representante dos trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto e Belo Vale. O diretor da entidade, Ivan Targino, acrescenta que, na mesma região, a CSN anunciou na segunda-feira o corte de 200 trabalhadores. A empresa informou ao sindicato ser um turnover normal, mas, depois de reunião ontem na Delegacia Regional do Trabalho, ficou decidido que o caso será tratado judicialmente. Uma medida cautelar será impetrada para forçar a CSN a justificar os critérios econômicos de uma demissão em massa, como foi classificada pelo sindicato. A empresa teria suspendido parte do plano de investimento futuro, o que resultou no corte de quase 50 pessoas na gerência de expansão. Além desses, outros 157 foram demitidos na CGPAR, prestadora de serviço ligada à CSN. O total, no entanto, já supera 500, segundo Targino, e novas demissões devem ser efetivadas depois do carnaval. “É um cenário que tende a se aprofundar”, afirma o sindicalista. Depois de ter atingido valores recordes entre 2010 e 2012 (acima de US$ 170/tonelada), o preço da tonelada do minério de ferro oscila perto de US$ 60 nos últimos meses. A forte retração na cotação deve-se principalmente à demanda chinesa, que, depois registrar crescimento econômico prolongado – acima de dois dígitos –, no ano passado subiu 7,4%, abaixo da meta traçada. Segundo o Sindicato Metabase de Itabira e Região, a Vale já formalizou 25 demissões desde o início do ano, principalmente na área operacional. O diretor-tesoureiro do sindicato, Carlos Roberto Assis, afirma que a empresa já indicou ser crítica a situação dos negócios. “Isso reflete em outros segmentos e nos terceirizados”, diz Assis. O sindicato elaborou uma campanha com abaixo-assinado para tentar frear as demissões. Em Belo Horizonte, o sindicato relata terem sido demitidos 255 desde agosto e acusa a empresa de manter seus lucros com as demissões. “O minério virou um problema sério”, diz o presidente da entidade, Sebastião Alves de Oliveira, em relação ao baixo valor da commodity. “A Vale poderia esperar um pouco mais com os trabalhadores”, conclui. Em Mariana, foram homologadas outras 226 demissões em seis meses pela Vale. A diretoria do sindicato de Mariana reclama dos cortes continuados. “Para nós, as demissões têm sido a conta gotas e de uma forma crescente e diária. As mineradoras não estão em crise. A Vale registrou o melhor desempenho de produção da sua história no terceiro trimestre do ano passado, com a extração de 85,7 milhões de toneladas de minério de ferro, expandindo as atividades para enfrentar preços de seu principal produto em mínimas de vários anos”, diz em nota o sindicato. A representação dos trabalhadores informa estar em negociação com o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho para adotar medidas contra as demissões. Em nota, a Vale afirma que, “para se adaptar ao atual cenário da mineração, a empresa tem focado suas atenções na alocação de recursos, na otimização e simplificação de processos e no desenvolvimento de ativos”. Entre as mineradoras que atuam na região de Brumadinho, há registros de cortes de 75 empregados em dezembro e outros cinco em janeiro. Além disso, o pagamento da participação nos lucros estaria ameaçado em função do não cumprimento de metas até o terceiro trimestre do ano passado. Essa medida, no entanto, ainda precisa ser formalizada junto à comissão que trata do tema. BC vê país em recessão Brasília – Os temores sobre uma possível volta do país à recessão, enfim, se confirmaram: em 2014, mesmo com o governo tendo turbinado gastos para fortalecer a candidatura vencedora da presidente Dilma Rousseff (PT), a economia patinou. Números divulgados ontem pelo Banco Central (BC) indicam que a riqueza produzida por famílias e empresas encolheu 0,15% no ano passado. O resultado, medido pelo Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-BR), denuncia a paralisia que se alastra por todo o país. Também sugere que o Produto Interno Bruto (PIB) – cujo resultado de 2014 só será conhecido no fim de março, com um mês de atraso do prazo de praxe que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) costuma divulgar as contas nacionais – deverá vir em terreno negativo. Pelos números do BC, o país já está em recessão. E não é só. A julgar pela intensidade da queda, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma terá sido desastroso em termos de desempenho da economia. O tombo registrado em 2014 foi o segundo maior em uma década e só ficou atrás da contração verificada em 2009, quando o IBC-BR encolheu 1,25%. Naquele ano, a medição oficial do PIB indicou retração de 0,3%. A diferença nos resultados se deve a metodologias diferentes de cálculo. Enquanto IBGE avalia praticamente todos os setores econômicos, o IBC-BR reproduz o comportamento de um conjunto limitado de setores produtivos, como a indústria, o varejo, a agropecuária, além do recolhimento de impostos por empresas e famílias. Mas, apesar de mais simplificado, o cálculo do BC reproduz uma fotografia muito próxima da captada pelo IBGE. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que, nos últimos 10 anos, a distância entre os dois indicadores foi de apenas 0,04%. Em média, o crescimento da economia medido pelo IBC-BR foi de 3,23%, enquanto que o do PIB foi de 3,19%. É por isso que, a julgar pelo desempenho do indicador do BC registrado na passagem do ano, tudo leva a crer que 2015 será um ano marcado por dificuldades ainda maiores na economia. Mesmo em dezembro, em tese um mês forte devido às vendas de Natal, o IBC-BR encolheu 0,55%, na comparação com novembro. A queda foi menos intensa do que previa o mercado financeiro, que apostava numa retração de 1%, na série que considera os ajustes sazonais de um mês para outro.

 Fonte: EM