quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ArcelorMittal investe R$ 50 milhões em Sabará para atender autopeças


Usina vai fornecer barras descascadas para uso em diversos componentes.
A ArcelorMittal Aços Longos informou que vai investir R$ 50 milhões na ampliação de 20% da capacidade da usina de Sabará, em Minas Gerais. O recursos serão destinados à compra de equipamentos para produção de barras descascadas, uma nova área de negócios para a siderúrgica, com o objetivo de atender a demanda de fabricantes de autopeças no Brasil. O início da operação do novo equipamento está previsto para outubro 2015.
As barras descascadas são usadas em hastes de amortecedores, barras estabilizadoras, barras de direção, sistema de válvulas hidráulicas e pinos-guia de alta precisão, entre outras aplicações. “Esse investimento representa nossa entrada em novo mercado, com produtos de alto valor agregado para as indústrias automotiva e mecânica brasileiras”, disse Jefferson de Paula, CEO da ArcelorMittal Aços Longos Américas do Sul e Central, em nota distribuída à imprensa na quarta-feira (19).
Segundo avalia a ArcelorMittal, o mercado brasileiro de barras usinadas cresce especialmente com o aumento dos requerimentos de qualidade da indústria automotiva no Brasil, que tem metas de redução de consumo de combustível e, como consequência, busca a diminuição do peso dos veículos. Por isso o foco da siderúrgica nesse momento será o de atender principalmente ao mercado interno.
A usina de Sabará produz atualmente 180 mil toneladas de barras trefiladas e endireitadas, com aplicação nos setores automotivo e industrial. Com o novo investimento, a unidade ampliará a capacidade em até 36 mil toneladas/ano.

Fonte: CIMM - www.cimm.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Vale, Arcelor e Samarco devem compensar e reparar, imediatamente, danos ambientais e coletivos



As empresas Vale, ArcelorMittal e Samarco Mineração, investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto da Assembleia Legislativa, devem ser obrigadas, por meio de ações civis públicas, a compensar e reparar, imediatamente, os danos ambientais e coletivos que geram à população capixaba.
Esta é uma das 23 recomendações do relatório aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (7) pelos deputados que integram a comissão. Além das poluidoras, o documento define atribuições do Estado, da própria Assembleia, e de órgãos da Justiça.
A CPI chama à responsabilidade, para que seja consolidada essa exigência, os órgãos de fiscalização – Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama) e Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) -, Ministérios Públicos Estadual (MPES) e Federal (MPF), e Defensoria Pública. As empresas devem indenizar os moradores e estabelecimentos das regiões impactadas, por despesas contínuas com a limpeza do pó preto e pintura de prédios, além dos gastos com tratamento de saúde.
Essa compensação, no entanto, “não passa apenas pela questão financeira, mas com ações efetivas e solucionadoras dos problemas que afligem a população do Estado”.
O resultado da investigação afirma que, comprovadamente, a Vale, Arcelor e Samarcoviolam o direito da coletividade a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, respectivamente na Grande Vitória e em Anchieta, sul do Estado. Não só as próprias empresas reconheceram que respondem pela poluição atmosférica durante os trabalhos da CPI, como as manifestações técnicas e documentação reunida pela comissão, diz o documento.
“Esse passivo ambiental, indubitavelmente de responsabilidade dessas empresas, precisa ser cobrado”, afirma o relatório. A comissão concluiu que “nessas regiões, a população vive uma epidemia de doenças respiratórias e cardíacas, enormemente agravadas devido ao alto grau de poluição do ar”.
A gravidade da situação e a extensa lista de doenças e problemas relacionada à inalação e exposição às partículas poluentes, reveladas pelos depoimentos médicos ouvidos na CPI, foram consideradas “estarrecedoras” pelos deputados.
“Não resta dúvida de que a exposição da população capixaba a gravíssimas partículas poluidoras dispersas na atmosfera e no solo é um fato público, notório e que precisa ser urgentemente solucionado”. O relatório defende que a poluição do ar seja tratada como um problema de saúde pública.
Os deputados criticam no documento os argumentos de que as empresas operam no Estado em acordo com a legislação do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Para eles, além de inconsistentes, esses argumentos “representam verdadeira autorização para matar”. E ainda que “não se pode conceber que pessoas sofram, com gravíssimas consequências à saúde”.
Acusando o poder público de negligência frente ao aumento da poluição, o relatório ressalta que não há nenhuma justificativa, seja ela de ordem econômica ou técnica, que isente os órgãos de fiscalização ambiental de suas ações ao longo de todos esses anos. Nem se considera aceitável, atualmente, com a forte mobilização popular na luta contra a poluição do ar, respostas como “meras proposições e discursos sem resultado efetivo”.
O documento ressalta que “não se pode tolerar que empresas como a ArcelorMittalTubarão S/A, Vale S/A e Samarco S/A não busquem permanentemente processos mais eficientes e limpos em relação às suas atividades, mormente quando se sabe que já dominam tais tecnologias, inclusive aplicando-as em plantas espalhadas em outros países”.
Na ausência dos órgãos que têm competência para acionar as empresas judicialmente, a Assembleia Legislativa se propõe a fazer, por meio da Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo deputado Rafael Favato (PEN), que também presidiu os trabalhos da CPI do Pó Preto.
“Caso os agentes poluidores insistam em não cumprir o que determina a Constituição Federal e as leis ambientais e continuarem a cometer infrações apuradas pela CPI, poderão ser enquadradas nas leis existentes e responderem pelos danos causados”, como garante a comissão, no relatório final de 81 páginas.
Além de Favatto, a CPI é formada por Erick Musso (PP), vice-presidente; Dary Pagung (PRP), relator, e tem como membros efetivos Euclério Sampaio (PDT) e Gilsinho Lopes (PR).Euclério não compareceu à leitura e votação do relatório, sendo convocado o suplente, Almir Vieira (PRP). Assim como Euclério, os demais deputados da Casa se ausentaram da reunião que encerrou os trabalhos da CPI.
Padrões OMS
O relatório recomenda ainda a reformulação do Decreto Estadual nº 3463/2013, que define os padrões para a qualidade do ar em todo o Estado, considerados “no mínimo, tímidos” pela CPI.
Os deputados afirmam que, assim como os limites estabelecidos pelo Conama, os do decreto estão muito acima dos máximos aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ideais para que não haja danos à saúde e ao meio ambiente.
“É possível concluir, observando os números e diante do que conclama a população capixaba, que o governo errou, assim como o Conama na década de 90, ao estabelecer limites muito aquém do minimamente aceitável para que fosse assegurada a determinação da Constituição”.
Além disso, diz o documento que o decreto tem vício de inconstitucionalidade formal, já que deveria ter sido objeto de projeto de lei e não de decreto regulamentar.
Desta forma, propõe a CPI que o governo do Estado elabore um projeto de lei e encaminhe à Assembleia para “traçar novas metas mais rígidas e compatíveis com o que espera a população capixaba e regularizando o vácuo normativo ora apontado”. Este projeto, como garante o relatório, deverá adotar os critérios da OMS.
Painéis
Assim como ocorre com as placas indicativas de balneabilidade dispostas nas praias e site das prefeituras, o relatório recomenda ao governo que implante ao longo das principais vias e pontos de concentração de partículas, um sítio eletrônico específico com painéis de controle de qualidade de ar que disponham de informações, em tempo real, sobre as concentrações dos particulados e dos níveis de poluentes existentes na Grande Vitória e em outros pontos sensíveis no Estado. O objetivo é garantir o maior controle, fiscalização e acompanhamento pela população.
Monitoramento
Outra recomendação da CPI é o monitoramento constante da qualidade do ar e do leito marinho nas áreas adjacentes à Vale, ArcelorMittal e Samarco, “o que demonstrará com clareza o nível de degradação ambiental ao longo de mais de três décadas de atuação desses grupos empresariais”.
A medida, segundo o relatório, “demonstrará indubitavelmente a defasagem metodológica e comprovará a falha daquelas empresas e órgãos de fiscalização em relação à falta de indicadores objetivos sobre a qualidade da água, em especial no que tange aos sedimentos depositados nas praias e leitos marinhos”.
Também nesse caso, o relatório convoca a Seama/Iema e os Ministérios Públicos para que investiguem e, se necessário, proponham ações civis públicas para exigir das empresas que “realizem e arquem com os custos inerentes à apuração e monitoramento do leito marinho das áreas do entorno dos seus respectivos empreendimentos, disponibilizando os dados à população em geral”.
Fundo Estadual
Considerando que atualmente o governo do Estado é obrigado a locar recursos públicos que poderiam ser destinados a áreas essenciais para a população, o relatório defende a criação do Fundo Estadual de Controle, Monitoramento e Fiscalização de Impactos Ambientais.
Este deverá ser financiado pelas empresas, que pagarão uma taxa para o “exercício regular do poder de polícia conferido ao Estado para controle e fiscalização das atividades potencialmente geradoras de degradação ao meio ambiente”.

“Nada mais justo que ao invés da população capixaba, que já sofre com os efeitos nocivos dessa poluição, arcar do seu próprio bolso com esse gasto, que sejam as empresas poluidoras as responsáveis pelos ônus”.
Conselhos
A CPI aponta a necessidade a aparelhar o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), os Conselhos Regionais de Meio Ambiente (Conremas), o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) e os Conselhos e Secretarias Municipais de Meio Ambiente. Sem essa integração, o relatório afirma que não é possível promover a plena proteção do meio ambiente.
Assim, caberá à Comissão de Meio Ambiente da Assembleia a elaboração de um projeto de lei para ser encaminhado ao governo do Estado, criando mecanismos efetivos de integração entre os órgãos de meio ambiente. Além disso, para criar o Sistema Estadual de Proteção ao Meio Ambiente e Combate à Poluição (Seprotecom), que terá como um as propostas a revisão da composição do Consema e Conremas, para que conste a participação de um membro indicado pelo legislativo estadual.
Também é proposto ao Consema que, ao propor resoluções, que se baseie em subsídios técnicos e científicos gerados no Núcleo de Estudos da Qualidade do Ar, levando em consideração índices referenciais de controle ambiental e plano de redução da presença da poeira sedimentável no ar da Grande Vitória.
“Recomenda-se ainda ao poder executivo que fiscalize a atuação destes Conselhos, para que não usurpem o papel do poder legislativo no exercício do poder regulamentar”.
Código Ambiental
A CPI ressalta a necessidade de agregar num único corpo jurídico as diversas leis sobre o tema, “facilitando o conhecimento, acesso e propagação de suas normas”.
A elaboração deste Código Ambiental Estadual deve ocorrer numa parceria entre órgãos como a Assembleia e a Defensoria Pública, com o devido debate com a sociedade civil, por meio de audiências públicas.

Fonte: Noticias de Mineração

terça-feira, 6 de outubro de 2015

MG busca mais qualidade na produção de minério



Num momento de recuo da mineração, com a oferta maior do que a demanda – sobretudo de minério de ferro – e a consequente redução de preços, empresas de Minas Gerais procuram se reinventar por meio do aumento da qualidade. O Estado é responsável, entre outros itens, por 69% da produção de minério de ferro brasileira, por 100% da produção de chumbo, lítio e zinco, 90% da produção de nióbio, 63% da produção de ouro, 89% da produção de grafita e 50% da produção de calcário.
Na última atualização do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, em 2012, a mineração foi responsável por 5,2% (US$ 21,142 bilhões) da riqueza produzida no Estado. Se considerada a indústria extrativa e a transformação mineral, a participação sobe para 17% (R$ 68,926 bilhões). “Vivemos agora um momento bastante sofrido para a produção mineral no cenário macroeconômico internacional, após anos de bonança”, diz o sub-secretário estadual de Políticas Minerais e Energéticas de Minas Gerais, José Guilherme Ramos. “Assim, cada um tenta cumprir o dever de casa: as empresas reduzem custos e melhoram a produção e o governo reduzindo entraves para o setor, sobretudo em relação às questões ambientais”, diz.
“É necessário considerar não apenas a indústria extrativa, pois a mineração é a primeira etapa de uma complexa cadeia de valor”, afirma o sub-secretário. Minas Gerais registrou exportação no valor de US$ 18,23 bilhões em 2013, o que representa 54,5% de tudo que é exportado pelo Estado. Uma expansão superior a 600% nos últimos dez anos. Em 2004, esse valor alcançava US$ 2,50 bilhões, 24,5% das exportações mineiras.
Ramos lembra ainda que, mesmo com uma redução de preços acentuada desde o ano passado, a mineração deverá manter o seu peso nas exportações de Minas Gerais. Ramos explica que, entre outras iniciativas, há uma tentativa de o governo estadual reduzir o período para obtenção de licença ambiental para novas lavras, atualmente em 30 meses. A expectativa da força tarefa do governo, criada para reduzir a burocracia, é de que as licenças ambientais sejam concedidas em quatro meses.
A realização de um amplo diagnóstico geológico no Estado, para a descoberta de jazidas de alta qualidade, é outra iniciativa do governo estadual, diz o sub-secretário.”Há uma força tarefa no Estado para a redução do prazo para licenças ambientais. Já o mapeamento geológico possibilita a abertura de novos negócios no setor, principalmente com minério de alta qualidade”, diz.
Para o economista do Ibmec Minas Gerais, Marcus Xavier, o fim do ciclo de bonança da mineração, com a redução do preço da commoditie e a oferta maior do produto do que a procura, pode representar uma mudança no eixo dos negócios do setor, com as empresas caminhando na direção de novas aquisições e projetos de fusão. Fonte: Valor Econômico/Carlos Eduardo Cherem | Para o Valor, de São Paulo

Fonte: Portos e Navio

Anglo American realiza Dia Mundial da Segurança



O dia 7 de outubro será marcado por uma série de atividades em todas as operações e escritórios da Anglo American no mundo para realizar o Dia Mundial da Segurança. O tema deste ano é “Os controles nos protegem e nos mantêm seguros”, que visa melhorar a compreensão e a utilização de controles em toda a empresa. Na programação estão incluídas sessões com apresentações sobre o assunto e exibição de vídeo com mensagem do presidente global do grupo, Mark Cutifani.
“A segurança é o nosso maior valor. E isso não é apenas um discurso, nós realmente temos uma grande preocupação com a segurança em todas as atividades que fazemos, dentro e fora do ambiente de trabalho. O tema desse ano tem um apelo especial porque nos auxiliará a conscientizar os empregados sobre as medidas que nos ajudam a criar um sistema eficaz de proteção contra acidentes”, afirma o diretor de Saúde, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Aldo Souza.
Serão realizadas palestras e atividades de integração dos empregados com o tema do Dia Mundial da Segurança deste ano. Para reforçar a mensagem das sessões, os diretores da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil e dos Negócios Níquel, Nióbio e Fosfatos participarão dos eventos nas unidades operacionais da empresa, em Conceição do Mato Dentro (MG), São João da Barra (RJ), Niquelândia (GO), Barro Alto (GO), Catalão (GO), Ouvidor (GO) e Cubatão (SP).
O debate sobre a utilização dos controles começou antes mesmo do Dia Mundial da Segurança. Durante o mês de setembro, os gestores da Anglo American foram orientados a discutir o tema com suas equipes, dando exemplos sobre as situações de perigo, promovendo reflexões e propondo atividades práticas.
O diretor Técnico e de Sustentabilidade dos Negócios Níquel, Nióbio e Fosfatos, Renier Swart, explica que o objetivo dessas ações foi assegurar que todos chegassem ao evento sabendo o que são os controles críticos e por que eles são necessários. “Mais do que isso, nós queremos que todos os nossos empregados estejam comprometidos com a correta e eficaz utilização desses controles críticos, para que possam retornar para suas casas e para seus entes queridos com segurança”, destaca.

Fonte: De Fato

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Carajás é a operação de minério de ferro mais rentável do mundo


A operação de minério de ferro da Vale, em Carajás, voltou a ser a mais rentável do mundo, com um custo de produção no porto – incluindo mina, usina de beneficiamento e transporte ferroviário até o navio, sem royalties – de US$ 10,7 por tonelada. A concorrente anglo-australiana Rio Tinto tem um custo de US$ 14,4 a tonelada no porto. A comparação foi apresentada na quarta-feira, 30, pela mineradora em um encontro anual com investidores, no Canadá.
Em um cenário de preços do minério de ferro em baixa e concorrência super acirrada, a Vale comemora o dado como uma virada em relação aos últimos anos, quando as concorrentes Rio Tinto e BHP Billiton encurtaram a distância competitiva nos quesitos custo e volume.
Após anos de liderança isolada da Vale, de 2008 a 2014 as australianas reduziram custos e elevaram sua produção ao iniciar a operação de minas novas e mais eficientes. A Vale de certa forma ficou parada, já que sua maior aposta, o projeto S11D ou Serra Sul, de expansão de 90 milhões de toneladas em Carajás, ainda não havia deslanchado.
“O objetivo é zerar esse ‘gap’ de competitividade. A operação de Carajás já é a mais rentável do mundo, independentemente da distância para a China”, disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o diretor executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Luciano Siani.
No momento, os principais investimentos da brasileira estão maturando, enquanto os de seus pares desaceleram. Após dez anos, a Vale voltou a ganhar qualidade em seu minério. O S11D entra em operação no segundo semestre de 2016, levando a empresa para uma trajetória de produção crescente e de diluição de custos, afirma Siani. Antes disso, porém, a mineradora recupera vantagem em Carajás, onde é produzido o minério de maior qualidade do mundo.

Comparação
Tradicionalmente, a Vale evita fazer comparações com números das concorrentes. Mas, como ficou estigmatizada nos últimos anos por ter deixado de ter o minério mais rentável do mundo, optou agora por mostrar a recuperação. “Houve uma aproximação (da concorrência) e nossa expectativa é abrir uma dianteira novamente”, diz Siani.
A mineradora brasileira ainda sofre por estar a 45 dias de distância da China, ante 15 dias das australianas. Por isso, o custo do frete para levar o minério de Carajás até lá é de US$ 16,7, quase três vezes o da Rio Tinto. A diferença faz com que o minério entregue pela Vale no país asiático ainda seja mais caro: US$ 37,1 por tonelada, contra US$ 30,1 da Rio Tinto.
Apesar disso, a margem da Vale em Carajás é superior graças à qualidade do minério de ferro da região. Segundo a empresa, seu preço realizado com a venda da commodity extraída em Carajás é de US$ 62 por tonelada, enquanto o da Rio Tinto em Pilbara é de US$ 53,3.

Cortes de custo
Siani diz que a Vale ainda tem um caminho a percorrer em termos de redução de custos, embora a companhia já venha apresentando cortes há algum tempo. Ao fim do segundo trimestre, o custo médio do minério da Vale no porto para todos os seus sistemas – Norte, Sul e Sudeste – caiu a US$ 15,8 a tonelada, ante US$ 18,3 no primeiro trimestre.
A melhora foi explicada por cortes de custo e pelo desenvolvimento da mina N4WS e dos projetos Itabiritos, em Minas. O custo de produção de Carajás no porto em junho era de US$ 12 a tonelada. “A gente está no ciclo virtuoso agora porque com a abertura das minas novas e a finalização dos projetos no Sul (Itabiritos) há razões estruturais para o custo cair”, diz Siani, lembrando que as novas minas do sistema Norte são planas e menos distantes.
O projeto S11D, orçado em US$ 16 bilhões, promete achatar ainda mais a média do custo de produção no Norte. Até agosto, a empresa estimava que o minério do S11D entregue no porto custaria US$ 10 por tonelada. A desvalorização do real ajuda a reduzir a conta. “Posso afirmar com segurança que o custo do S11D será de um dígito”, garante Siani.

Fonte: Istoé