terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Metais básicos operam em alta, com vendas de carros da China



Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta nesta manhã, em reação a dados positivos de vendas de veículos da China. Por volta das 10h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,3%, a US$ 4.590,50 por tonelada, após atingir mais cedo a máxima em oito dias de US$ 4.631,50 por tonelada.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre avançava 0,27%, a US$ 2,0790 por libra-peso, às 11h11 (de Brasília).
Em janeiro, as vendas de novos carros na China subiram 9,3% na comparação anual, a 2,23 milhões de unidades, graças a um programa de incentivo fiscal que beneficia veículos pequenos.
A China é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais básicos.
Expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) adie o aperto de sua política monetária, diante da desaceleração da economia global, também favorecem o apetite por metais.
Entre outros metais na LME, o tom era igualmente positivo. No horário acima, o alumínio para três meses subia 1,5%, a US$ 1.539,00 por tonelada, enquanto o zinco tinha alta de 1,7%, a US$ 1.726,00 por tonelada, o níquel aumentava 0,5%, a US$ 8.395,00 por tonelada, o chumbo ganhava 1,1%, a US$ 1.742,00 por tonelada, e o estanho avançava 1,4%, a US$ 15.840,00 por tonelada.

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tratamento de rejeitos é solução alternativa e economicamente viável à barragem de mineradoras



A recuperação e a comercialização dos rejeitos de mineração estão entre as possíveis soluções tecnológicas para minimizar o conteúdo das barragens ou mesmo extingui-las. Como segundo maior produtor de minério de ferro do mundo e extrator de outros importantes minerais, o Brasil é também detentor de enormes lagoas de decantação criadas a partir da construção de barragens para armazenar os rejeitos desse processo industrial. A tragédia de Mariana, com o rompimento de uma dessas barragens e consequente contaminação da região, serve como alerta máximo para que esse problema seja atacado.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) acaba de iniciar um projeto de capacitação que busca mapear a produção de rejeitos das empresas de mineração e a maturidade das tecnologias aplicadas para sua recuperação e comercialização. Com o mapeamento, que deve ser finalizado em meados de maio de 2016, será possível propor rotas tecnológicas para recuperar os rejeitos, levando em consideração as especificidades do cenário brasileiro.
De acordo com Sandra Lúcia de Moraes, pesquisadora do Laboratório de Processos Metalúrgicos e coordenadora do projeto, o estudo encontra ressonância tanto na sociedade quanto na indústria. “O minério é um agregado rico em determinado mineral ou elemento químico que é viável, do ponto de vista econômico e tecnológico, para extração. No processo industrial é preciso separar este material de interesse de todo o resto, que é descartado como rejeito. Num cenário em que já não há reservas brasileiras de alto teor, essa quantidade de rejeitos só tende a crescer. Recuperar esses resíduos, portanto, possui um fim tanto ambiental quanto econômico, pois é possível dar outra destinação comercial ao que geralmente é descartado, diminuindo também a quantidade de resíduos para o meio”.
O montante de rejeitos gerados nos processos de produção de substâncias minerais pode ser estimado a partir da diferença entre a produção bruta e a produção beneficiada. A quantidade de rejeitos, em alguns casos, é igual à da substância produzida. Para cada tonelada de minério de ferro processado, por exemplo, temos cerca de 0,4 toneladas de rejeitos. Projeção para o período 2010-2030 aponta que o beneficiamento de minério de ferro irá contribuir com cerca de 41% do total de rejeitos gerados pelas mineradoras no Brasil.
Hoje, a forma mais comum de lidar com esses rejeitos é o armazenamento em barragens. O Brasil possui tecnologias, tanto de engenharia quanto de métodos geofísicos, para definir o projeto, a construção e o monitoramento do processo de acúmulo de sedimentos nas barragens, assim como para investigar o estado de conservação das estruturas ao longo de sua vida útil. No entanto, se essa tecnologia não for aplicada, elas seguem oferecendo sérios riscos. “O aproveitamento dos rejeitos como um minério de baixo teor reduziria a quantidade de resíduo alocado nas barragens, amenizando as dificuldades de manutenção e estabilidade e, em alguns casos, até mesmo tornando-as desnecessárias”, afirma Sandra.
Hoje esses rejeitos, também chamados de finos e ultrafinos, são simplesmente ignorados, tratados como um material sem aproveitamento comercial. Para Sandra, é evidente o potencial econômico e ambiental do desenvolvimento e aperfeiçoamento das tecnologias no beneficiamento de rejeitos minerais. “As tendências da indústria da mineração apontam para um cenário de maior competitividade em decorrência do empobrecimento, nas últimas décadas, dos teores dos minérios lavrados e beneficiados. Assim, o aumento da recuperação de mineral útil é uma vantagem competitiva preponderante para o sucesso futuro dos empreendimentos mineiros”, declara.
INOVA MINERAL – A recuperação de rejeitos começa aos poucos a ganhar projeção. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão articulando um plano de apoio tecnológico ao setor de mineração e metais, chamado Inova Mineral. O objetivo é fomentar e selecionar planos de negócios baseados em PD&I com foco em produção e agregação de valor em minerais estratégicos e em processos mais eficientes e sustentáveis.
As tecnologias para aproveitamento de resíduos também serão contempladas, já que o Inova Mineral leva em conta o declínio dos teores de concentração nas jazidas de diversos minerais e as consequentes oportunidades de aproveitamento dos rejeitos e de redução do impacto ambiental. A previsão é que o primeiro edital seja lançado no segundo trimestre de 2016.

Fonte: IPT

Com queda do preço do níquel, Mirabela Mineração paralisa atividades em Itagibá



A Mirabela Mineração do Brasil, localizada no município de Itagibá, deve paralisar todas as atividades e emitir avisos prévios aos trabalhadores.  Segundo informações do site Giro em Ipiaú, a decisão foi comunicada pelos investidores no final da tarde desta terça (16) em reunião com representantes do sindicato dos operários e com gerentes da empresa. Ainda de acordo com o Giro em Ipiaú, os cerca de 400 funcionários diretos devem ser comunicados da decisão ainda nesta semana.
A Mirabela começou a exploração de níquel sulfetado no final do ano de 2008, quando o preço da libra do minério estava em torno de US$ 12. Desde então, o valor chegou a alcançar US$ 8 – quando, de acordo com o Giro em Ipiaú, a companhia já estaria operando em prejuízo – e, atualmente, está em torno de US$ 3,70. A previsão é de que, se o mercado financeiro se recuperar, é possível reativar a exploração na Mina Santa Rita.

Fonte: Bahia Notícias

Usiminas tem prejuízo de R$1,6 bi no 4º tri com baixas contábeis em siderurgia e mineração



A siderúrgica Usiminas informou nesta quinta-feira que teve prejuízo líquido bem maior que o esperado pelo mercado no quarto trimestre, impactada por baixas contábeis em suas principais divisões como consequência da queda nos preços do minério de ferro e decisão de encerrar produção de aço na usina de Cubatão (SP).
O prejuízo líquido foi de 1,627 bilhão de reais entre outubro e dezembro, ante média de expectativas de analistas de resultado negativo em 464 milhões de reais para o período.
A companhia reduziu o valor contábil de uma série de ativos totalizando 1,6 bilhão de reais. A maior redução ocorreu na unidade de mineração, no valor de 1,2 bilhão de reais. A área de siderurgia registrou baixa contábil de 357,2 milhões de reais.
A empresa também registrou provisões de 256,8 milhões de reais relacionadas a reestruturação que incluem renegociação de contrato com a transportadora MRS.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) encerrou o trimestre negativa em 1,82 bilhão de reais. O Ebitda em termos ajustados também foi negativo, em 250 milhões de reais, ante expectativa média de analistas de 84,3 milhões de reais negativos.
A Usiminas encerrou dezembro com dívida líquida de 5,86 bilhões de reais, 52 por cento acima do total do final de 2014. A dívida bruta era de 7,9 bilhões de reais, com 24 por cento dela no curto prazo. O caixa da companhia em dezembro era de 2 bilhões de reais ante 2,85 bilhões no mesmo período de 2014.
Na véspera, reunião do Conselho de Administração da companhia não chegou a discutir um plano para a empresa conseguir algum alívio junto a bancos credores, em meio a disputa de poder entre os controladores Nippon Steel e Techint. A companhia teve vendas de 1,2 milhão de toneladas de aço no quarto trimestre, praticamente estável sobre o final de 2014, mas as vendas de minério de ferro recuaram a 670 mil toneladas no período ante 1,16 milhão de toneladas um ano antes.

Fonte: Reuters

Oferta de minério de ferro da Vale sobe 4,3% em 2015 e fica acima da meta



A mineradora Vale, maior produtora global de minério de ferro, relatou nesta quinta-feira que sua oferta atingiu um recorde de 345,9 milhões de toneladas da commodity em 2015, com alta de 4,3 por cento ante o ano anterior, apesar do desastre da Samarco em novembro que limitou a produção na cidade mineira de Mariana.
Disputando mercado com suas rivais em ambiente de preços baixos, a Vale superou a meta de 340 milhões de toneladas prevista para o período, que inclui compras de terceiros, com recordes de produção em outros sistemas, como Carajás, que está com novas unidades em operação.
No quarto trimestre, a Vale reportou produção de 88,411 milhões de toneladas, excluindo a oferta atribuível à Samarco e incluindo compras de terceiros, alta de 2,4 por cento ante o mesmo período do ano anterior.
No entanto, a oferta total representou uma queda de 2,6 por cento em relação ao terceiro trimestre de 2015, quando a mineradora registrou recorde histórico, com a produção em Mariana recuando mais de 30 por cento no quarto trimestre, para 6,3 milhões de toneladas.
A Vale paralisou a produção em algumas minas após o desastre na Samarco, em movimento que se somou a cortes de extração em operações menos eficientes, em meio aos baixos preços do minério de ferro.
O incidente da Samarco ocorreu em momento que o mercado está sendo afetado por um aumento da oferta de grandes produtores e pela desaceleração econômica da China.
O minério de ferro, por exemplo, atingiu mínima de uma década de 37 dólares por tonelada no final do ano passado. Nesta semana, o produto para entrega imediata foi negociado em torno de 46 dólares, segundo o The Steel Index (TSI).
As ações preferenciais da Vale operavam em baixa de 1,75 por cento por volta de 11:15, enquanto o Ibovespa recuava 0 a,70 por cento.

ABAIXO DO ESPERADO

A enxurrada de lama que vazou com o colapso da barragem da Samarco –joint venture formada pela Vale em parceria com a anglo-australiana BHP Billiton– atingiu uma correia transportadora da Vale próxima ao local, reduzindo o ritmo de produção em minas da região.
Desde o rompimento da barragem, segundo a Vale, a mina de Alegria opera com um processo de beneficiamento a seco, e com menor produtividade. Já a planta de Timbopeba parou a produção em função da destruição da correia transportadora, que fornecia produção da mina de Fábrica Nova. A mina de Fazendão interrompeu a sua produção com a parada nas operações da Samarco.
O Citi destacou em relatório que a produção da Vale, excluindo o minério adquirido de terceiros e a produção atribuível à Samarco, no quarto trimestre, ficou 5 por cento abaixo do previsto pelo banco, devido a uma perda maior do que a esperada em Mariana.
A produção da Vale –excluindo o minério de ferro adquirido de terceiros e a produção atribuível à Samarco– foi de 85,4 milhões de toneladas no quarto trimestre, queda de mais de 3 por cento ante o trimestre anterior.
“A desvantagem veio de perdas maiores do que o esperado decorrentes da tragédia da barragem da Samarco (Sistema Sudeste), e paradas previamente anunciadas de minas de custo mais elevado (Sistema Sul)”, afirmou.

COMPENSAÇÃO

“A fim de compensar esta perda de produção no complexo de Mariana, ações mitigatórias foram imediatamente implementadas para melhorar a performance em outras operações”, afirmou a empresa, frisando que foi possível atingir metas planejadas.
A Vale elevou a produção em outros sistemas produtores de minério de ferro, como Carajás, a principal unidade produtora.
A produção de Carajás atingiu o novo recorde de 36,5 milhões de toneladas no quarto trimestre, ficando 4,8 por cento acima do quarto trimestre, principalmente devido ao ramp-up das minas de N4WS e N5S e à melhor utilização da capacidade da Planta 2.

SAMARCO

A produção atribuível de “pellet feed” da Samarco, principalmente dedicada à produção de pelotas, no quarto trimestre, foi de 1,6 milhões de toneladas, queda de 60 por cento ante o trimestre anterior e também de 60 por cento ante um ano antes, devido à interrupção da produção por causa do rompimento da barragem de Fundão.

Fonte: Reuters